Brexit: chegou a hora

A saída do Reino Unido da União Europeia (UE) está perto de começar. Com a regulametação terminando de passar pelo Parlamento, esperava-se que já na terça-feira (14) o processo começasse. Mas a primeira-ministra, Theresa May, adiou pelo menos até a semana que vem a ativação do Artigo 50, que iniciará formalmente o desligamento do Reino Unido do bloco europeu. A vitória do Brexit, a saída do Reino Unido da UE, no ano passado, expôs a dimensão da crise política britânica.

Diante da iminência do começo do processo de separação, nesta segunda-feira (13) a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, anunciou um novo referendo sobre a independência da Escócia. A maioria dos escoceses votou contra o Brexit. Na Irlanda do Norte a maioria também foi contrária a sair da UE e a reunificação da Irlanda colocou-se na ordem do dia. Uma crise total da unidade do Reino Unido, alimentada pelo Brexit.

Por ocasião da vitória do Brexit, a extrema-direita mostrou uma grande força eleitoral, depois de ter crescido em diversas eleições municipais e ter alcançado um grande número de votos absolutos, apesar de ter conquistado apenas uma cadeira no Parlamento. O partido de extrema-direita UKIP (Partido da Independência do Reino Unido) fez campanha sozinho pela saída da UE, contra os dois principais partidos do regime e contra os partidos mais importantes dos países menores do Reino Unido. O crescimento da extrema-direita é um resultado da crise do regime político e só pode ser enfrentado pela classe operária. Desde que os sindicatos impuseram seu candidato para comandar o Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, a extrema-direita tem sido forçada a recuar.

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