A campanha política golpista de Janot

Nessa terça-feira, dia 14, a tão esperada – pelos golpistas – lista de Rodrigo Janot foi finalmente revelada e enviada para o STF. Ali, o Procurador Geral da República pede a investigação de 83 políticos que seriam acusados pelos delatores da Odebrecht de receber recursos em troca de favores políticos.

A imprensa golpista divulgou a lista, dando destaque aos nomes que mais interessavam, como Lula, Dilma e membros do governo golpista do PMDB. Do ponto de vista Jurídico, a lista de Janot não dignifica nada. Como já virou praxe nas operações golpistas realizadas pelo Judiciário, que passa por cima dos direitos democráticos do povo, as acusações não são nada mais do que isso: acusações. Não há provas, apenas as delações dos empresários da Odebrecht. Mas a lista serviu ao seu objetivo: promover mais um espetáculo para a campanha de calúnias da imprensa golpista.

Os noticiários mostram a lista como se os nomes ali já fossem criminosos. Esse é o método tradicional dos golpistas desde pelo menos o julgamento do mensalão em 2012. O Judiciário comete uma série de ilegalidades, passa por cima de direitos democráticos fundamentais, como a presunção de inocência, por exemplo, para promover um cenário político para que a imprensa faça a campanha política golpista.

A campanha dessa vez tem dois objetivos. O primeiro é o de sempre: atacar o PT, principalmente Lula e Dilma. O segundo é acuar o governo de Michel Temer, que tem cinco menistros, senadores e deputados ligados a ele na lista. O setor mais direitista dos golpistas, que é justamente quem domina o Judiciário, está na ofensiva contra o PMDB.

Os golpistas precisam chantagear o governo golpista para força-lo a aprovar as reformas da Previdência e Trabalhistas e todas as medidas de devastação econômica previstas nos planos da direita. Ao mesmo tempo, preparam o terreno para derrubar o PMDB e estabelecer um governo com o domínio da ala direita do golpe, PSDB e DEM, com ou sem Michel Temer.

Por fim, a lista de Janot ainda cumpre um objetivo ainda mais perigoso. Ela serve como instrumento de campanha dos golpistas contra os partidos, usando o pretexto das doações financeiras. Com esse pretexto, os golpistas pretender realizar uma destruição do sistema partidário no País, eliminando os partidos de esquerda. Isso ficou claro com a recente rejeição das contas de 23 partidos pelo TSE, com critérios totalmente absurdos e que coloca sob risco praticamente todos os partidos da esquerda, do PT ao PCO.

A direita pró-imperialista precisa aprofundar o golpe para colocar em prática seus planos. As medidas impopulares do governo não serão aprovadas sem que haja um ataque às liberdades democráticas do povo e das organizações populares. Os enormes atos desse dia 15 mostraram claramente a impopularidade dos golpistas.

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