Holanda: atual primeiro-ministro lidera pesquisa de boca de urna

A extrema-direita não venceu as eleições gerais holandesas, segundo as pesquisas de boca de urna divulgadas nesta quarta-feira (15). Durante todo o dia, os holandeses teriam dado a vitória novamente ao partido no governo, do primeiro-ministro Mark Rutte, VVD (Partido Popular pela Democracia e Liberdade), de direita. O VVD teria ficado com 31 assentos no Parlamento, dos 150 disponíveis. Uma coalizão com pelo menos quatro partidos seria necessária, com a possibilidade, assim, de que Rutte continue no cargo.

A grande novidade das eleições, apesar da derrota, foi o ascenso eleitoral da extrema-direita. O PVV (Partido da Liberdade), partido de Geert Wilders, teria ficado em segundo lugar no número de assentos no Parlamento, ao lado de outros dois partidos, todos com 19 cadeiras. Com o avanço da extrema-direita, o Partido Trbalhista (PvdA) teve um desempenho desastroso, segundo as pesquisas, despencando de 38 para nove cadeiras, uma expressão do deslocamento à direita de conjunto no regime político holandês.

Esse deslocamento à direita se expressou também nas medidas do governo. Rutte passou a adotar parte da política de Wilders, em uma tentativa de disputar com a extrema-direita. Aparentemente, junto com outras manobras eleitorais, essa política funcionou no momento, mas a tendência de tal postura é só fortalecer ainda mais a extrema-direita enquanto o regime se desloca todo em sua direção. Uma tendência que tem aparecido em muitos países da União Europeia diante do colapso eleitoral de 2008 e do consequente aprofundamento da crise capitalista.

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