Saudações ao novo colunista, Vladimir Lênin

O Diário Causa Operária ganhou um novo colunista neste ano especial, o grande líder revolucionário Vladimir Ilyich Ulyanov, Lênin, membro fundador, principal teórico e dirigente do Partido Bolchevique. Dirigiu o partido e os sovietes para a tomada de poder na Revolução Russa de 1917. Fundou a III Internacional Comunista, identificou o imperialismo como fase superior do Capitalismo e enfatizou o papel do partido como vanguarda da revolução.

Acompanhem todos os acontecimentos pelo ponto de vista do próprio líder da maior revolução que o mundo já viu. O Diário Causa Operária terá essa e mais outras novidades em breve, acompanhem todos os passos dos bolcheviques para a tomada do poder aqui no DCO.

Leia a primeira coluna do camarada Lênin:

http://causaoperaria.org.br/blog/2017/03/15/para-nossos-camaradas-nos-campos-de-prisioneiros-de-guerra/

 

 

 

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Doria limpa a cidade com fogo

O segundo incêndio em menos de dez dias na favela de Paraisópolis coloca em dúvida se as causas do fogo são meros acidentes

No último dia 10 mais de trezentas famílias da comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul da capital paulista, tiveram que enfrentar pela segunda vez, em 10 dias, um grande incêndio que destruiu os barracos e quase tudo que possuíam, do dia para a noite. Cerca de 30 casas foram consumidas pelo fogo, vizinhos das famílias comovidos pela tragédia, cederam carros para servirem de moradia para aqueles que perderam seus lares. O fogo, segundo os bombeiros, teria começado com a explosão de uma panela de pressão.

A tragédia acontece dez dias após um outro incêndio, que destruiu pelo menos 50 barracos. Cerca de 100 mil famílias vivem atualmente no local, considerada a segunda maior comunidade de São Paulo, atrás de Heliópolis. Os bombeiros informaram que, somente neste ano, já aconteceram 102 incêndio em favelas em todo o estado. Deste total, 43 estavam na capital e em cidades da Grande São Paulo. No ano passado foi registrado, em todo o estado, 325 incêndios, sendo 230 na capital e na região metropolitana.

Esses dados, principalmente os dois grandes incêndios em Paraisópolis, gera a desconfiança de que esses incêndios foram realmente causados por acidentes. Em 2014, Conrado Ferrato, um dos produtores do documentário “Limpam com Fogo”, já denunciou os incêndios em favelas e suas relações com a especulação imobiliária, o CPI dos incêndios e reurbanização.

Somado a isso, o novo prefeito tucano da capital, já é conhecido como o higienizador da cidade de São Paulo, aquele que pinta por cima dos grafites, cerca com grades os moradores de rua embaixo dos viadutos, e vende tudo que é possível, e mais rico, para empresários internacionais.

“Há aquela pulga atrás da orelha das pessoas, pelo fato de as favelas que mais pegam fogo são as melhores localizadas, com o terreno valorizado”, questiona o jornalista Conrado Ferrato. Segundo Ferrato, em entrevista ao Seu Jornal, da TVT, mesmo sem provas, os moradores afetados pelas tragédias acreditam que são alvos do mercado.

“Na favela do Piolho, poucos meses antes (do incêndio) havia sido organizado um abaixo-assinado dos moradores do entorno pedindo a remoção da favela. Um dos responsáveis pelo condomínio (próximo a comunidade) procurou a prefeitura pedindo para remover a favela, sendo que a remoção não é política utilizada mais. Então, ele foi negado, mas um mês depois a favela pega fogo e é completamente dizimada.”

Os incêndios nas favelas tem uma relação profunda com a especulação imobiliária. Existe uma análise da distribuição geográfica dos incêndios, e há uma relação direta entre a localização das favelas e frequência/gravidade dos incêndios. Os incêndios não são aleatórios, eles respondem a uma lógica seletiva.

Em resumo, em uma só palavra, é a “gentrificação”, que vem de gentry, uma expressão inglesa que designa pessoas ricas, ligadas à nobreza. O termo surgiu nos anos 60, em Londres, quando vários gentriers migraram para um bairro que, até então, abrigava a classe trabalhadora. Este movimento disparou o preço imobiliário do lugar, acabando por “expulsar” os antigos moradores para acomodar confortavelmente os novos donos do pedaço. O evento foi chamado de gentrification, que numa tradução literal, poderia ser entendida como o processo de enobrecimento, aburguesamento ou elitização de uma área

Ainda segundo Ferrato, “A cidade virou um negócio. O que move os processos de urbanização/reurbanização em São Paulo é a lógica da indústria de imóveis, que lucra mais quanto mais caro forem os preços. Assim, o que for indesejado, o que atrapalha a valorização, é eliminado. Isso afeta todos e a classe média começa a sentir os efeitos disso agora, mas as comunidades mais pobres sofrem com isso já tem muito tempo. Quando falamos que a especulação está por trás dos incêndios não estamos querendo dizer que construtoras e incorporadoras acenderam um fósforo, queimaram as favelas e construíram um prédio no lugar – isso é uma simplificação grosseira.”

“É algo mais sutil. Pense que um bairro que vem se valorizando está passando por muitas obras, que atraem mais interesses para essa região. Esses interesses envolvem coisas como melhorias de mobilidade, lazer e segurança – esse último quase sempre se traduz em uma vigilância sobre as favelas da região. Essa vigilância impede a consolidação dessas comunidades, que mantêm um caráter construtivo precário, com paredes de papelão e madeira e alta densidade de moradias, todos os fatores que contribuem para um grande incêndio. Não se trata de tacar fogo, mas de deixar queimar.”

Doria nada declarou sobre os incêndios, pelo contrário, ele simplesmente sumiu e não se posicionou de qualquer forma. O que já sabemos do prefeito tucano até hoje é que, seria bem conveniente incendiar barracos enquanto impulsiona e financia seu projeto de venda de São Paulo para os grandes capitalistas, além de outras políticas fascistas como “Cidade Limpa”.

Ainda não tem como comprovar a relação direta do direitista com as empreiteiras e os incêndios nas favelas, porém não causa nenhum incômodo a ninguém afirmar que Doria está limpando a cidade para o capital estrangeiro, e as favelas ele limpa com fogo.

 

Temer “faz cortesia com chapéu alheio” e é hostilizado

O golpista Michel Temer, além de fazer parte de um esquema com a burguesia internacional que realizou um golpe de Estado no Brasil, quando usurpou o cargo da presidenta Dilma Rousseff, não consegue parar de se apoderar de coisas que não são suas e foi até Campina Grande (PB) fazer papel de bom moço e de presidente popular visitando as obras concluídas de transposição do Rio São Francisco.

Para o líder da Minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE), o presidente tenta se apropriar politicamente de um feito que seria dos governos anteriores. Ao mesmo tempo que coloca a culpa das crises, recessões e corte de gastos na política do PT, ou seja, por mais que isso não seja verdade, o golpista só pega para si aquilo que é mais interessante para tentar elevar o moral diante da população brasileira.

Porém em seu discurso, Temer fez o papel do “democrático”, e disse que o pai desse empreendimento é “o povo”, que pagou impostos para que ele pudesse acontecer, e não Lula ou Dilma. Essa obra, contudo, foi pensada  elaborada por anos, e só foi iniciada em 2007. A conclusão da transposição estava originalmente planejada para 2012, mas atrasos mudaram a data prevista para 2016 e concluído em 2017.

Mesmo assim, os golpistas que rodeiam Temer com a hipocrisia que lhes cabem, disseram que: quem terminou a obra foi Temer, mas isso passou por vários governos. Vários governos que merecem o aplauso de todos — disse Temer, complementando em seguida: — Esta obra, se pudermos falar em paternidade dela, devemos dizer que a paternidade é do povo brasileiro. Não pensem que tem um dinheiro público e outro que vem dos impostos. O dinheiro vem dos impostos. Esta era uma dívida que o governo tem com o povo, e que agora está pagando.

O deputado Afonso Florence (PT-BA) se disse “perplexo” com a declaração de Temer:  — Estamos perplexos com essa declaração. Isso é uma tentativa de manipulação, de ludibriar a opinião pública. Uma obra tão robusta como essa não se conclui em meses. Não reconhecer a influência de Dilma e Lula é uma tentativa de ludibriar a opinião pública e o povo nordestino sabe disso. O governo de Temer só tem agenda negativa, aí tenta transformar em agenda positiva as obras da antecessora dele.

Porém o governo golpista de Temer é incrivelmente impopular, e a população trabalhadora que assistia a encenação golpista não deixou que Temer fizesse festa com o trabalho alheio e o golpista foi vaiado, mais uma vez. Os trabalhadores e a população pobre brasileira já não se deixa mais enganar por Temer, o golpista ataca de todas as formas os direitos da classe trabalhadora, portanto não adianta o que Temer faça, ou diga que fez,  nada fará com que suba sua popularidade diante do povo pobre e os trabalhadores brasileiros.

 

Adquira a nova edição da revista Mulheres

A luta das mulheres é a luta contra o golpe! Esta é a manchete da revista Mulheres, número 28, do mês de março de 2017 que está nas ruas.

Há 17 anos, a Revista Mulheres se dedica a discutir a questão da mulher por uma perspectiva socialista e revolucionária, é uma publicação que busca contribuir para a evolução da consciência e para a organização política das mulheres em luta por sua verdadeira emancipação.

Neste mês de março o coletivo de mulheres do PCO, Rosa Luxemburgo, retoma a edição da revista Mulheres. Na edição de nº28 comemoramos o 8 de março e o início da revolução Russa de 1917, que se inicia no mesmo dia em que se comemora o Dia da mulher trabalhadora no mundo inteiro.

Ao relembrar a luta das mulheres e homens da classe trabalhadora na Rússia, não podemos deixar de denunciar no Brasil os ataques da direita golpista que usurpou do cargo a primeira mulher eleita presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

A revista trata a luta das mulheres sem a demagogia da imprensa burguesa e traz polêmicas com a esquerda pequeno-burguesa como num texto da editora da revista e colunista do Diário Causa Operária Online, Natália Pimenta, sobre o “empoderamento”.

Entre em contato e adquira a nova edição da revista Mulheres.

Telefone: (011) 2276-2548

Email: mulheres@pco.org.br

Curta a página do Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo no facebook e tenha acesso a notícias diárias sobre o coletivo e sobre a questão das mulheres:

 Página do Coletivo Rosa Luxemburgo

  Página da revista Mulheres

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@mulheres_pco29

Capa da nova edição da revista Mulheres nº 28, do coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo.

 

 

Blog Causa Operária TV: Assista a programação do PCO de uma maneira mais fácil

Assista a programação do PCO pelo blog do Causa Operária TV. Um site totalmente criado para facilitar o acesso a programação semanal do PCO, como a Análise Política da Semana ao vivo, centralizado em uma única página.

Neste sábado acesse COTV.live para acompanhar a Análise Política com o companheiro Rui Costa Pimenta.

Além de assistir a transmissão ao vivo, as Análises são abertas ao público e todos de São Paulo estão convidados a comparecerem às 11 horas, na rua Serranos, 90, próximo ao metrô Saúde. 

 

 

 

Zago bombardeia trabalhadores na USP

A polícia militar do fascista Geraldo Alckmin atacou trabalhadores do SINTUSP e estudantes que protestavam em frente à reitoria da Universidade de São Paulo (USP) na tarde dessa terça feira, 7, um estudante ficou ferido e foi levado para o Hospital Universitário. O protesto, segundo estava explicado nas redes sociais do próprio sindicato, foi chamado como um “Grande Ato contra o pacote de Zago!”, e chamava todos os trabalhadores da universidade e estudantes a ocuparem todo o espaço da reitoria para denunciar e impedir a aprovação da apelidada “PEC do Fim da USP”.

Antes mesmo do inicio do ato, o reitor já tinha colocado frotas de caminhões e aparatos repressivos com muitos guardas universitários e policiais militares para impedir o ato contra a aprovação da “PEC do Fim da USP” , o ato foi convocado conjuntamente pela ADUSP, SINTUSP, DCE e Centros Acadêmicos. A repressão começou no dia anterior quando a polícia tentou impedir a permanência do caminhão de som contratado para a manifestação.

“PEC do Fim da USP”

A reitoria da USP e o conselho decidiram votar, na próxima semana, uma proposta que define limites de gastos com o pagamento de professores e funcionários e impõe uma regra para aumentar a reserva patrimonial em cerca de R$ 2 bilhões. Segundo o reitor da instituição, Marco Antonio Zago, o objetivo da proposta, chamada de “parâmetros de sustentabilidade”, é “garantir a volta permanente” do equilíbrio financeiro da universidade.

Na realidade, o “parâmetro sustentabilidade” não passa de mais uma política golpista, de colocar um limite de gastos com pessoal, acima dos quais os salários, benefícios e contratações permanecem automaticamente congelados e reitoria pode demitir inclusive servidor estável. A reitoria colocou na pauta que se os gastos da USP com pessoal estiverem acima de 80% não pode haver nenhum reajuste de salários ou benefícios e nenhuma contratação, entre outras restrições, e que se estiverem acima de 85% a diferença deve ser eliminada em até um ano.

Além de prever a possibilidade de demissão de servidores estáveis, essas medidas, e outras, entrarão em vigor em 2022. Até lá, valeriam a partir de já outras restrições, entre elas que nenhum reajuste pode passar de 90% do crescimento do repasse do Tesouro do Estado pra USP, e esse crescimento tem sido baixíssimo, e que a reposição de funcionários não pode passar de 40% daqueles que saiam, e para completar uma dura política de PDVs.

Ou seja, mais uma política do reitor fascista Zago, que sempre andou de mãos dadas com os tucanos golpistas. O reitor golpista vai aderir à política dos tucanos que sempre visaram à privatização total da Universidade pública. Votar esse tipo de medida é um profundo ataque contra os trabalhadores da USP.

Assista o vídeo abaixo