Saudações ao novo colunista, Vladimir Lênin

O Diário Causa Operária ganhou um novo colunista neste ano especial, o grande líder revolucionário Vladimir Ilyich Ulyanov, Lênin, membro fundador, principal teórico e dirigente do Partido Bolchevique. Dirigiu o partido e os sovietes para a tomada de poder na Revolução Russa de 1917. Fundou a III Internacional Comunista, identificou o imperialismo como fase superior do Capitalismo e enfatizou o papel do partido como vanguarda da revolução.

Acompanhem todos os acontecimentos pelo ponto de vista do próprio líder da maior revolução que o mundo já viu. O Diário Causa Operária terá essa e mais outras novidades em breve, acompanhem todos os passos dos bolcheviques para a tomada do poder aqui no DCO.

Leia a primeira coluna do camarada Lênin:

http://causaoperaria.org.br/blog/2017/03/15/para-nossos-camaradas-nos-campos-de-prisioneiros-de-guerra/

 

 

 

40 anos do golpe militar na Argentina

Nesse ano, o golpe que deu início à ditadura militar argentina completa 40 anos.

O golpe foi consolidado no dia 24 de março de 1976, derrubando o governo nacionalista-burguês de Isabel Perón e seu partido – o Partido Justicialista.

O golpe colocou no poder a 1ª Junta Militar, encabeçada pelo general Jorge Rafael Vídela, o almirante Emilio Eduardo Massera e o brigadeiro Orlando Ramón Agosti.

Logo nas primeiras horas após o golpe, a Junta Militar tomou os prédios do governo e o Congresso Nacional. Pouco tempo depois os militares se apropriaram das estações de rádio e televisão de Buenos Aires e das principais cidades do interior.

O golpe foi dado pelo imperialismo para instalar um governo repressivo para com a classe trabalhadora e outros setores populares e, completamente alinhado com a política do imperialismo de privatizações, ataques à população etc.

Documentos encontrados pela jornalista francesa Marie-Monique Robin nos arquivos do Ministério Francês de Relações Exteriores provam um acordo entre Paris e Buenos Aires que autorizava uma “missão militar permanente francesa” na Argentina. Ela documentou que o governo do francês Valéry Giscard d’Estaing secretamente colaborou com a junta de Videla na Argentina e com a ditadura de Augusto Pinochet no Chile.

A ditadura militar durou até o ano de 1983 e durante ela, foram perseguidos, sequestrados, assassinados e torturados cerca de 30 mil civis, entre eles, militantes de esquerda, jornalistas, guerrilheiros, políticos peronistas – inclusive, a presidente deposta Isabel Perón – etc.

O regime caçou todos os que se opunham, na menor medida, ao regime.

Um dos atos mais odiosos desta direita foi o sequestro de mais 500 crianças, filhos dos desaparecidos, e a distribuição delas à famílias ligadas ao regime. Até hoje, as mães procuram seus filhos. A organização Avós da Praça de Maio, que busca até hoje os filhos sequestrados pela ditadura, alegam já ter achado 116 deles.

A ditadura acabou por decorrência de uma crise política e social enorme do regime, acentuada diante do fracasso argentino na guerra das Malvinas.