Zago bombardeia trabalhadores na USP

A polícia militar do fascista Geraldo Alckmin atacou trabalhadores do SINTUSP e estudantes que protestavam em frente à reitoria da Universidade de São Paulo (USP) na tarde dessa terça feira, 7, um estudante ficou ferido e foi levado para o Hospital Universitário. O protesto, segundo estava explicado nas redes sociais do próprio sindicato, foi chamado como um “Grande Ato contra o pacote de Zago!”, e chamava todos os trabalhadores da universidade e estudantes a ocuparem todo o espaço da reitoria para denunciar e impedir a aprovação da apelidada “PEC do Fim da USP”.

Antes mesmo do inicio do ato, o reitor já tinha colocado frotas de caminhões e aparatos repressivos com muitos guardas universitários e policiais militares para impedir o ato contra a aprovação da “PEC do Fim da USP” , o ato foi convocado conjuntamente pela ADUSP, SINTUSP, DCE e Centros Acadêmicos. A repressão começou no dia anterior quando a polícia tentou impedir a permanência do caminhão de som contratado para a manifestação.

“PEC do Fim da USP”

A reitoria da USP e o conselho decidiram votar, na próxima semana, uma proposta que define limites de gastos com o pagamento de professores e funcionários e impõe uma regra para aumentar a reserva patrimonial em cerca de R$ 2 bilhões. Segundo o reitor da instituição, Marco Antonio Zago, o objetivo da proposta, chamada de “parâmetros de sustentabilidade”, é “garantir a volta permanente” do equilíbrio financeiro da universidade.

Na realidade, o “parâmetro sustentabilidade” não passa de mais uma política golpista, de colocar um limite de gastos com pessoal, acima dos quais os salários, benefícios e contratações permanecem automaticamente congelados e reitoria pode demitir inclusive servidor estável. A reitoria colocou na pauta que se os gastos da USP com pessoal estiverem acima de 80% não pode haver nenhum reajuste de salários ou benefícios e nenhuma contratação, entre outras restrições, e que se estiverem acima de 85% a diferença deve ser eliminada em até um ano.

Além de prever a possibilidade de demissão de servidores estáveis, essas medidas, e outras, entrarão em vigor em 2022. Até lá, valeriam a partir de já outras restrições, entre elas que nenhum reajuste pode passar de 90% do crescimento do repasse do Tesouro do Estado pra USP, e esse crescimento tem sido baixíssimo, e que a reposição de funcionários não pode passar de 40% daqueles que saiam, e para completar uma dura política de PDVs.

Ou seja, mais uma política do reitor fascista Zago, que sempre andou de mãos dadas com os tucanos golpistas. O reitor golpista vai aderir à política dos tucanos que sempre visaram à privatização total da Universidade pública. Votar esse tipo de medida é um profundo ataque contra os trabalhadores da USP.

Assista o vídeo abaixo

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Como os golpistas pretendem privatizar o ensino superior?

O governo golpista pretende cortar até 45%, em relação ao orçamento do ano anterior, dos investimentos públicos nas universidades federais neste ano, bem como  reduzir em 18% o montante para custeio das universidades.

As universidade federais que já passam por grave crise econômica deverão entrar em uma crise ainda maior. Os cortes em investimentos podem ser da ordem de R$350 milhões, quase metade do orçamento do ano passado. Eles têm impacto direto sobre a qualidade do ensino e a permanência dos estudantes, principalmente os mais pobres que necessitam de bolsas de estudo.

É uma política de sucateamento total da universidade, de impossibilitar a permanência dos estudantes, de expulsar os pobres da universidade e, sobretudo, de destruir a universidade para entregá-la ao capital estrangeiro. É uma política que atende aos interesses do imperialismo, que elimina na prática o direito a formação universitária e ao conhecimento da esmagadora maioria do povo.

A política de destruição do serviços públicos e com eles direitos democráticos elementares é uma das partes mais fundamentais da política dos golpistas. A ideia é a privatizar tudo o que for possível. O ensino público tem sido alvo preferencial desta política, tanto o ensino básico, quanto o superior. A reforma do ensino médio e a tentativa de cobrar pelo ensino nas universidades públicas, projeto de lei que está em tramitação, bem o comprovam.

Alckmin e Zago preparam cortes e demissões para USP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o reitor da USP, Marco Antônio Zago, após fecharem creches e o pronto socorro do Hospital Universitário preparam o maior ataque contra a principal universidade do país.

Com o eufemismo da “sustentabilidade”, preparam a demissão de cerca de 5 mil de funcionários. A reunião do Conselho Universitário marcada para 7 de março tem em pauta uma proposta intitulada “Parâmetros de Sustentabilidade da Universidade de São Paulo”. A referida proposta visa aplicar um programa para destruição da USP pois exige que 40% dos funcionários sejam docentes o que exigiria a demissão de cerca de 5 mil funcionários para 2022, mas desde já a folha salarial teria que se adequar a no máximo 80% do valor do Repasse do Tesouro do Estado sob pena de demitir imediatamente funcionários temporários ou até mesmo efetivos para cumprir tal meta.

Outra medida que pode entrar em vigor assim que aprovada a proposta é condicionar a folha de pagamento ao crescimento do Repasse do Tesouro do Estado, como neste ano o reajuste do repasse foi zero estariam suspensas qualquer possibilidade sequer de reposição das perdas salariais.

O programa da direita brasileira é de destruir todo o país para entregá-lo à especulação das grandes corporações imperialistas, vê-se, por exemplo, na proposta do PSDB para a USP a exigência de que 50% do orçamento da USP seja destinado a uma reserva financeira, ou seja, enquanto se destrói a universidade, se prepara um caixa para que a administração da USP e o governo do Estado através das parcerias com empresas privadas o empenhe para atender as demandas do mercado. Os estudantes e funcionários da USP precisam se mobilizar para derrotar a medida de Alckmin e Zago denunciando que o caráter da proposta é o mesmo do programa do governo golpista de Temer, Serra, de PSDB, PMDB, DEM e outros.

USP privatiza e-mails de alunos, professores e funcionários

A Universidade de São Paulo (USP) anunciou em dezembro passado um acordo com a empresa Google. O contrato firmado estabeleceu a privatização do sistema de correio eletrônico da universidade que passará a ser controlado pela empresa. De acordo com a Universidade, o argumento utilizado para tal conchavo foram as novas ferramentas que a empresa disponibiliza aos usuários da academia.

Os atuais e-mails ficarão disponíveis até novembro deste ano para simples conferência, porém não serão mais utilizados. No entanto, o projeto piloto já se inicia nesse mês de janeiro, começando com as contas dos servidores técnicos da instituição. Após, as novas criações de contas de alunos, ex-alunos, docentes e servidores já serão nessa plataforma. Por fim, a partir de fevereiro as contas já existentes serão migradas.

Com esse pacto, a reitoria tornou todos os membros da comunidade universitária reféns da empresa que é publicamente informante do governo do maior país imperialista do mundo, os Estados Unidos (EUA). Ou seja, todas as trocas de mensagens, desde a comunicação com o reitor da Universidade até um simples email de aluno estarão sob esse domínio.

O que torna tudo muito estranho é o fato de que a USP, a maior e das mais importantes universidades da América Latina, possui faculdades de tecnologia de grande qualidade, diversos cursos e dinheiro para pesquisas, elaboração de projetos e investimento, isto é, a otimização ou mesmo a criação de uma nova plataforma de e-mails não seria dificuldade nenhuma.

A tecnologia, como tudo na sociedade, está a serviço dos capitalistas, principalmente aos imperialistas, que se utilizam destes sistemas de informações para espionar os outros países, governos, pessoas.

USP privatiza até e-mails de alunos, professores e funcionários

A Universidade de São Paulo (USP) anunciou em dezembro passado um acordo com a empresa Google. O contrato firmado estabeleceu a privatização do sistema de correio eletrônico da universidade que passará a ser controlado pela empresa. De acordo com a Universidade, o argumento utilizado para tal conchavo foram as novas ferramentas que a empresa disponibiliza aos usuários da academia.

Os atuais e-mails ficarão disponíveis até novembro deste ano para simples conferência, porém não serão mais utilizados. No entanto, o projeto piloto já se inicia nesse mês de janeiro, começando com as contas dos servidores técnicos da instituição. Após, as novas criações de contas de alunos, ex-alunos, docentes e servidores já serão nessa plataforma. Por fim, a partir de fevereiro as contas já existentes serão migradas.

Com esse pacto, a reitoria tornou todos os membros da comunidade universitária reféns da empresa que é publicamente informante do governo do maior país imperialista do mundo, os Estados Unidos (EUA). Ou seja, todas as trocas de mensagens, desde a comunicação com o reitor da Universidade até um simples email de aluno estarão sob esse domínio.

O que torna tudo muito estranho é o fato de que a USP, a maior e das mais importantes universidades da América Latina, possui faculdades de tecnologia de grande qualidade, diversos cursos e dinheiro para pesquisas, elaboração de projetos e investimento, isto é, a otimização ou mesmo a criação de uma nova plataforma de e-mails não seria dificuldade nenhuma.

A tecnologia, como tudo na sociedade, está a serviço dos capitalistas, principalmente aos imperialistas, que se utilizam destes sistemas de informações para espionar os outros países, governos, pessoas.

Congresso da CNTE começa hoje com Conferência de Lula

Na mira dos golpistas, que tramam sua prisão como passo importante para minar a reação ao golpe de Estado, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, participa hoje, em Brasília, da abertura do  33º Congresso Nacional da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação) que se realiza até o dia 15 de janeiro, com a presença de cerca de 2,5 mil educadores do ensino básico de todo o País, delegados eleitos pelos sindicatos filiados à entidade nacional.

 

Derrotar o golpe para barrar a destruição do ensino público

 

O Congresso ocorre em um momento de avanço da profunda crise econômica e política, com o governo ilegítimo de Michel Temer e as demais instituições do regime golpista (Congresso, Justiça, imprensa etc.) intensificando seus ataques contra a imensa maioria do povo brasileiro, como é o caso da aprovação do “congelamento” do orçamento do Estado por 20 anos, com a aprovação da PEC 55, e das “reformas” da Previdência (em tramitação no Congresso Nacional)  e trabalhista, a ser enviada à Câmara dos Deputados em fevereiro, segundo o governo.

A “reforma da Previdência” é um duro ataque aos professores e todos os trabalhadores, além de acaba com conquistas dos educadores (como a aposentadoria aos 30 aos de serviço; que já foi de 25 anos para as mulheres) ela liquida – de fato – com as aposentadorias, ao impor uma “multa” de 50% de acréscimo no tempo de serviço necessário para se aposentar, para os trabalhadores com mais de 45 anos e estabelece para os demais um mínimo de 49 anos de contribuição para que se possa requere o benefício, o que fará com que a maioria só se aposente após a morte.

A draconiana “reforma trabalhista”, quer acabar com toda a legislação trabalhista (CLT), abrindo caminho para legalização de jornadas de 12h ou mais de trabalho diários, contratos temporários de até 8 meses, eliminação de férias e outros benefícios, o que ameaça agravar a  já precária condições de vida dos educadores e de todos os trabalhadores. Ela legitima situações de verdadeira escravidão de professores, como as impostas pelo governo tucano de SP, que “permite” que os professores trabalhem até 13 horas aula por dia, para completar o mísero salário pago à categoria, congelado há três anos.

O Congresso da CNTE tem como tarefa, portanto, enfrentar essa situação o que só é possível por meio de uma decidida luta contra o golpe de Estado, para o que é preciso avançar no sentido da mobilização dos trabalhadores da Educação e de todo o movimento sindical no sentido de construir uma mobilização unificada dos trabalhadores contra o regime golpista. Pois não é possível derrotar essa ofensiva com lutas parciais e isoladas, contra esta ou aquela medida, como ficou evidente na derrota sofrida no caso da PEC 55.

 

Aprender das derrotas

 

Isso também ficou comprovado no caso a mobilização contra a “reforma do ensino médio” que levou à  ocupação de mais de 1200 escolas e universidades em todo o País (a maioria delas no Paraná) que foi insuficiente para barrar a ofensiva do MEC golpista.

A maior  destas e outras experiências é que para barrar a ofensiva do governo é preciso uma luta unificada e organizada nacionalmente contra o golpe de Estado. Para isso é preciso aprovar no Congresso, uma ampla mobilização nas escolas e bairros, em torno da reivindicação da Anulação do Impeachment, contra a prisão de Lula e pela revogação de todas as medidas do governo golpista contra o povo brasileiro.

Para impulsionar esta mobilização, uma questão fundamental é a organização, a partir das escolas, de milhares de comitês de luta contra o golpe, que a CNTE e os sindicatos dos trabalhadores da Educação podem e devem ajudar a multiplicar. Estes comitês devem unificar educadores, estudantes e  toda a comunidade escolar e ser ferramentas de organização e mobilização, realizando uma ampla campanha de esclarecimento dos trabalhadores e da juventude e na sua mobilização nas ruas e na greve greve geral para derrotar o Golpe de Estado.

Lutar contra o golpe de Estado é única maneira real de lutar contra a destruição do ensino público e gratuito para todos, um dos objetivos do regime golpista que atua na defesa do ensino pago e demais interesses dos grandes monopólios capitalistas.

Nesse sentido, o congresso precisa aprovar resoluções claras contra o golpe, pela anulação do impeachment, contra a prisão de Lula e contra todas as “reformas” do regime golpista.

 

Educadores em Luta contra o golpe

 

Os professores da Corrente Sindical Nacional Causa Operária (PCO e simpatizantes) que participa do encontro com delegados de diversas regiões, apresentou um conjunto de resoluções ao Congresso para impulsionar esta perspectiva, assinada por mais de 250 educadores de todo o País, intitulada Educadores em Luta contra o golpe e vai também realizar um Seminário Nacional, nos momentos finais do Congresso, na sede da CUT-DF, nos dias 14 e 15, aberto a todos os interessados, com o tema “A Educação e a luta contra o golpe”.

Para se inscrever e participar, acesse a ficha de inscrição disponível nas redes sociais e na página de educadores em luta no Facebook.

 

Zago golpista: Polícia Militar sitia Sindicato dos Trabalhadores da USP

No início da manhã dessa terça-feira (2), para forçar o despejo do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp), a reitoria ordenou a continuação das instalações de grades no entorno do prédio do sindicato, do Centro Acadêmico Lupe Cotrim, dos estudantes da Escola de Comunicações e Artes (ECA), na cidade universitária, na capital de São Paulo. A repressão dessa vez é garantida pela presença da Polícia Militar fortemente armada dentro do campus.

Na última semana de dezembro passado, a reitoria acionou a justiça e recebeu a autorização de despejo do sindicato, com permissão de utilização de força policial.

O reitor aproveita o recesso de fim de ano para colocar esse projeto em prática, visto que a Universidade encontra-se mais esvaziada.

Bancos, bases da polícia, academia de polícia, Polícia Militar, fundações privadas que sugam o dinheiro público são permitidas dentro da universidade, o que não se pode ter é uma organização dos trabalhadores.

 

Estudantes dos colégios militares denunciam abusos e autoritarismo nas redes sociais

O estudantes dos colégios militares do País passaram a denunciar nas redes sociais nas últimas semanas casos de abusos, preconceitos e autoritarismo que sofrem no interior dessas escolas. A página intitulada, “No meu colégio militar” já teve mais de 5 mil curtidas no facebook.

Dentre os relatos estão casos de racismo, homofobia e intolerância religiosa. Um aluno conta que foi chamado de incompetente por uma professora. De acordo com a denúncia, a professora teria dito que o estudante “não prestava nem para se matar”.

As alunas dos colégios também relatam que sofrem pressão por conta das vestimentas. As estudantes denunciam que são pressionadas para não usarem calças apertadas demais para não chamarem atenção dos superiores.

Os estudantes também denunciaram casos de intolerância religiosa. Segundo os depoimentos, os jovens que não querem acompanhar os cultos e reuniões religiosas, são obrigados a marcharem debaixo de sol quente por várias horas.

Sobre os casos de racismo, os estudantes negros contam que sofrem preconceito por conta do corte de cabelo e o modo de se vestir.

Espalhados por vários estados no País, os colégios militares consistem em uma verdadeira ditadura contra os estudantes como se pode verificar nos relatos postados nas redes sociais. Dentro dessas instituições predomina o autoritarismo contra todas as liberdades dos jovens, como a liberdade de expressão e a liberdade religiosa.

Por meio do assédio e da coação, os estudantes são obrigados a cumprirem as normas impostas pelos oficiais militares.

A militarização do ensino também é uma forma de impedir a mobilização dos alunos, impondo um regime ditatorial nas escolas.

Imprensa golpista ataca ocupação da UFPE contra PEC do teto de gastos

Na última quinta-feira (22), após dois meses de ocupação, estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) decidiram desocupar 0s prédios da universidade. Como represália, a reitoria e o monopólio de imprensa golpista lançam acusações contra o movimento estudantil, as ocupações e promete perseguição.

Os estudantes tinham ocupado seis prédios da universidade para manifestar-se contra a PEC 241, que se tornou PEC 55, que limita os gastos públicos por 20 anos e que na época estava para ser aprovada no Congresso Nacional. A ocupação era também contra o golpe de Estado no Brasil. Além da UFPE, outras milhares de escolas e universidades também foram ocupadas.

Um professor da faculdade de filosofia, Rodrigo Jungmann, conhecidamente direitista, afirmou que pretende processar os estudantes e publicou em seu perfil na internet: “um bando de comunistas não vão me calar”.

Essa situação demonstra claramente uma das características do aprofundamento do golpe no Brasil: o grande aumento da repressão.

Após a derrubada do governo petista de Dilma Rousseff, os golpistas intensificaram a perseguição aos movimentos sociais e organizações dos explorados. E, diante dessa situação, é necessário intensificar ainda mais a mobilização estudantil tendo como eixo central a luta contra o golpe de Estado em seu conjunto, não apenas uma luta parcial. Somente a derrota de todos os golpistas pode colocar abaixo toda as medidas de austeridade e repressão que começam a se tornar rotina no País.

Reitor golpista prepara a destruição do Sindicato dos Trabalhadores da USP

Como tentativa de desalojar o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) iniciou na tarde dessa última quarta-feira (21) instalações de grades e tapumes no entorno da praça que se encontra a sede do sindicato e do Centro Acadêmico Lupe Cotrim. Há anos o reitor Marco Antonio Zago mantém essa ofensiva contra o sindicato e a comunidade universitária.

Como um covarde, o ataque foi estratégicamente planejado para ser realizado justamente no momento em que a universidade se encontra praticamente vazia, a poucos dias do Natal e da virada do ano. Ainda, como demonstração de sua truculência, o despejo do sindicato nem chegou a ser aprovado em instância nenhuma da administração acadêmica.

Uma manifestação em apoio ao sindicato foi convocada pelo Diretório Central dos Estudantes na frente da sede nessa última semana, no entanto, Zago não se intimidou.

Juntamente a isso, diversos estudantes de outros centros acadêmicos, como da Física, Enfermagem, Arquitetura e Urbanismo, também denunciam Zago e a reitoria por perseguição. Querem destruir a independência estudantil em gerir seus próprios órgãos, com processos contra seus diretores, como retirar o dinheiro de aluguéis de seus espações físicos, como cantinas, papelarias etc.

É um ataque generalizado a todas as organizações não controladas pela reitoria que atuam dentro da Universidade. Adicionando outro fator a essa ofensiva, o anúncio frequente de mais cortes, mais demissões, mais paralisações de obras e investimentos, vendas de estruturas da universidade, entre outros, demonstram para que veio Zago: privatizar a USP.

A USP há muitos anos é governada pela direita golpista, a mesma que derrubou o governo petista de Dilma Rousseff. A cada governo do PSDB, os tucanos trataram de cada vez mais destruir a educação pública, principalmente as universidades estaduais, as melhores do País.

O plano de austeridade adotado por Zago é o mesmo programa da direita nacional e do imperialismo, que agora controla o Brasil, deixando assim o caminho livre para toda a ofensiva contra a educação pública e gratuita.

É preciso reagir a essa agressão da reitoria! O movimento estudantil, todos os três setores da USP, devem se mobilizar contra o golpe. Em primeiro lugar derrotar a direita golpista que é quem pretende destruir a educação e é o setor ao qual Zago pertence. Em segundo lugar, para modificar a estrutura acadêmica, principalmente sobre a questão de quem a dirige.