“Golpistas deformam o ensino médio”

“Apesar do pomposo título de “Reforma do Ensino Médio” a medida provisória recentemente aprovada pelo Congresso nada tem de positiva. Poderíamos até substituir a palavra “reforma” por “deforma”, pois na verdade o que querem os golpistas com esta medida é atacar o povo trabalhador que depende dos serviços públicos. Feita sem consultar a sociedade e os principais interessados (os estudantes) a “reforma” aparece na grande mídia como solução, mas sabemos bem qual o seu verdadeiro objetivo: sucatear a escola pública e aumentar ainda mais o abismo entre ricos e pobres.

Na propaganda que o Ministério da Educação vem apresentando na TV vemos jovens felizes dizendo que a reforma é muito boa afinal agora existe a liberdade de escolher aquilo que eu quero estudar. Está exatamente ai a armadilha: ao ser obrigado a escolher apenas um bloco e não estudar todo o conjunto de conteúdos o estudante da rede pública dificilmente conseguirá competir com alunos da rede particular, já que estes últimos continuarão estudando todas as disciplinas como sempre se fez. A Associação Nacional das Escolas Particulares já anunciou que não vai haver redução na grade curricular de suas escolas, pois isso atrapalharia seus estudantes em exames oficiais como vestibulares e ENEM. Em suma: quem tem condições de pagar uma escola particular será o grande favorecido. Aos filhos da classe trabalhadora restam duas opões: aceitar esta maldade passivamente ou lutar de forma organizada e aguerrida contra o golpe e todos os seus tentáculos demoníacos.

Outro objetivo da reforma é reduzir os custos com a educação, ou seja, ela está intimamente atrelada a PEC da Morte que congela gastos com serviços públicos durante 20 anos. Além disso, disciplinas essenciais para a formação de uma população crítica e politizada como a Filosofia e a Sociologia deixarão de ser obrigatórias, favorecendo assim a proliferação de analfabetos políticos que aceitam bovinamente serem explorados, manipulados e massacrados pelo sistema econômico e politico.

No final de 2016, como justa reação à esta medida absurda, centenas de escolas foram ocupadas por estudantes Brasil afora. Numa bela aula de resistência um sonoro recado foi dado: o movimento estudantil está atento às artimanhas dos golpistas. Com as ocupações ficou claro que os estudantes não aceitam essa mercantilização da educação. Se essa “reforma” for mesmo efetivada ter educação de qualidade será cada vez mais um privilégio reservado às elites. Com certeza é isso mesmo que querem os golpistas, pois se “saber é poder” um povo refém de sua própria ignorância nunca será livre e autor de sua história.

  Atualmente Comitês formados por professores, pais e alunos surgem nas escolas públicas para combater o golpe. Esses grupos de resistência mostram o caminho certo, afinal o maior pesadelo de um golpista é um povo politicamente consciente e organizado lutando contra todo poder ilegítimo e opressor. Nesses Comitês uma constatação foi feita: Lutar contra a Reforma do Ensino Médio e a precarização da Educação Pública é lutar contra o Golpe. Então sigamos firmes na luta!”

Carta do leitor Everton Moraes, Professor de Filosofia na Rede Pública do Distrito Federal

Mais de um milhão saem às ruas contra as reformas e o golpe

Manifestações gigantescas em diversas capitais, atos em centenas de cidades, paralisações de importantes categorias de trabalhadores e a ocupação do prédio do Ministério da Fazenda, marcaram o Dia Nacional de paralisações, realizado nesta quarta, 15 de março, em todo o País.

Previsões da Central Única dos Trabalhadores, principal promotora dos eventos (juntamente com suas entidades filiadas) apontam que mais de um milhão de pessoas participaram dos protestos, que teve como motor principal a revolta contra a “reforma” da Previdência, mas que se transformaram em atos contra o golpe e  governo golpista.

As manifestações ocorreram em todas as regiões do País, com atos massivos na maioria das capitais e importantes manifestações em cidades do interior.

No Acre, concentração no Palácio Rio Branco reuniu 7 mil manifestantes. Na Capital Federal, a manifestação reuniu mais de 20 mil pessoas e fechou via da Esplanada do Ministério. Por várias horas, mais de mil manifestantes e ocupa prédio do Ministério da Fazenda. Em Salvador, manifestação na Av. Iguatemi contou com a participação de 10 mil pessoas. Em Campo Grande, mais de 20 mil pessoas compareceram ao ato Público realizado  na Praça Ary Coelho. Passeata, ao final do ato, reúne mais de 20 mil pessoas. Em Goiânia, 25 mil participaram de manifestação, na Praça Cívica.

Recife, mais uma vez, teve a maior manifestação do Nordeste. Realizada na praça Oswaldo Cruz, de onde partiu uma passeata que reuniu cerca de 40 mil manifestantes.

Mostrando que nem mesmo na “república d Paraná”, a direita golpista tem apoio para seus ataques, Curitiba realizou uma das maiores manifestações.  Cerca de 60 mil pessoas se encontraram nas esquinas das ruas Marechal Floriano e Marechal Deodoro.

Na segunda maior manifestação do País, Belo Horizonte reuniu mais de 100 mil pessoas no Centro da Capital, sob a liderança dos professores em greve.

O maior de todos os atos, na Avenida Paulista, contou com a participação de cerca de 200 mil pessoas e foi encerrado com a intervenção do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.  A mobilização de SP, foi embalada pela greve dos educadores da rede estadual e municipal da Capital que, juntos, levaram mais de 30 mil pessoas para as ruas. Outro destaque dia na capital paulista, foi a expressiva paralisação dos transportes. Depois de muitos anos sem participara dos atos nacionais, os metroviários (meses depois da vitória de uma chapa cutista nas eleições para a direção sindicato, que acabou com a maioria do PSTU-Conlutas) paralisaram suas atividades, provocando um clima de greve geral nas primeiras horas do dia, na capital paulista.

Em quase todos os atos, os trabalhadores da Educação em greve, formavam os maiores contigentes.

Foram as maiores manifestações populares desde março de 2016, antes da aprovação do impeachment que derrubou a presidenta Dilma Roussef e expressaram uma tendência a uma virada na situação política, marcada desde a derrota sofrida no Congresso Nacional por uma postura defensiva dos trabalhadores e suas organizações, diante da ofensiva dos golpistas contra as condições de vida do povo brasileiro e seus direitos democráticos.

“Com golpista, não se negocia”

No ato de São Paulo, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, depois de destacar o “dia extraordinário”, no qual a enorme adesão  às mobilizações deixaram claro “que o povo é contra a Reforma da Previdência e trabalhista”, rejeitou qualquer negociação com o governo golpista e apontou como caminho a greve geral. “Não vamos negociar migalhas com o Temer, não vamos negociar migalhas com golpista. O Temer tem que retirar do Congresso a Reforma da Previdência. Se ele não retirar, nós vamos organizar a maior greve-geral que este país já viu”, discursou Freitas.

A fala do dirigente cutista refletiu a tônica de boa parte das intervenções e mostrou a rejeição à política de setores reacionários do movimento sindical e da esquerda que defendem um entendimento com o governo ou no congresso nacional para fazer alterações na “reforma” que como assinalou Lula, em sua intervenção, quer “acabar com as aposentadorias” dos trabalhadores ao impor que o trabalhador tenha que contribuir durante meio século com a previdência para requerer  benefício.

Contra o golpe em defesa de Lula

Mesmo com a presença ultra minoritária (algumas dezenas de pessoas) de setores que apoiaram o golpe e defendem seu fortalecimento com a prisão de Lula, com é o caso do PSTU e um dos seus satélite universitários (o MNN, Movimento Negação da Negação – que participou dos atos da direita golpista, junto com o MBL, DEM, PSDB etc.) o ato foi marcado por um gigantesco repúdio ao golpe e de apoio ao ex-presidente Lula contra a perseguição que sofre por parte dos golpistas.

Intervindo no ato, o PCO (Partido da Causa Operária), defendeu a realização de um gigantesco ato contra a prisão de Lula, n dia 3 de maio, quando o ex-presidente está intimado a depor pelo juizeco golpista, Sérgio Moro, que comanda a farsa da operação lava jato. “Vamos ocupar Curitiba e impedir a prisão de Lula”, discursou Antônio Carlos Silva, da direção nacional do Partido. O PCO, também apontou que o eixo da mobilização tem que ser a luta contra o  golpe e pela anulação do impeachment, apontando que não é possível derrotar as “reformas” por outro caminho que não seja a derrota do regime golpista por meio da mobilização popular, da greve geral.

Intensificar a mobilização

Como apontou a Corrente Sindical Nacional Causa Operária  (PCO e simpatizantes)  em sua declaração neste dia 15 de março, as tendências de luta que se expressaram nestas mobilizações precisam “ser impulsionados pelos setores que estiveram à frente da luta contra  golpe (CUT, FBP, MST, SMP, UNE, PT, PCO, PCdoB etc.). Para isso, é preciso deixar para trás as ilusões nas eleições e de que as reformas golpistas possam ser barradas por meio de articulações com o congresso golpista”.

O 15 de março foi um significativo passo, mas um dia não basta, é preciso um plano de lutas aprovado em plenárias massivas de ativistas de ativistas da luta contra o golpe, para organizar esta mobilização, com um grande 1 de Maio de luta contra o golpe e a ocupação de Curitiba contra a prisão de Lula.

http://causaoperaria.org.br/blog/2017/03/16/veja-aqui-as-imagens-do-ato-do-dia-15-contra-a-reforma-da-previdencia/

Bancários deliberam lutar contra o golpe

Terminou na última sexta-feira (10) o Congresso Extraordinários da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) realizado na quadra do Sindicato do Bancários de São Paulo. O encontro de três dias contou com a participação de 338 delegados eleitos em todo o País que teve como ponto central a aprovação de um plano de lutas contra os ataques do governo golpista contra os direitos fundamentas dos bancários e de toda a população.

Com o golpe de estado, que teve como um dos seus maiores patrocinadores a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), os banqueiros e seus governos partiram para uma ofensiva sem precedentes sob a categoria bancária. São dezenas de milhares de trabalhadores que já perderam os seus empregos somente neste ano de 2017, fechamento de centenas de agências em todo o País, arrocho salarial, descomissionamentos, reforma da previdência, reforma trabalhista, fim da CLT (Consolidação das Leis trabalhistas), privatização de tudo, etc. Sob todo esse ataques dos golpistas a direção da Contraf-CUT convocou um congresso extraordinário, “pressionada pela conjuntura brasileira, que mudou muito do ano passado, para este ano”, como afirmou o presidente da entidade,  Roberto von der Otten. Para ele, ” “com o golpe, que retirou a presidenta Dilma, a sociedade brasileira e os trabalhadores perceberam, rapidamente, que este golpe foi orquestrado, encomendado pelas elites empresariais brasileiras, justamente, para atacar os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras” (no site da Contraf).

Ainda segundo Osten, “o golpe foi encomendado para retirar direitos. Percebendo isso, a partir de agosto, quando o vice-presidente golpista, Michel Temer, construiu com seus parceiros o golpe, começamos a ver que era preciso nos reunir novamente num congresso. No final do ano, a Direção Nacional da Contraf-CUT apontou a construção do Congresso Extraordinário”.

Os ataques desferidos aos trabalhadores a toda a população e especificamente aos bancários é consequência única e exclusivamente do golpe de estado que destituiu da presidência da República um governo que foi eleito com 54,5 milhões de votos em um processo farsa quando 513 deputados decidiram por de milhões de eleitores.

Todos esses ataques somente serão barrados pela mobilização massiva dos trabalhadores através da sua unificação tanto da própria categoria bancária quanto as demais categorias, que também são vítimas dos golpistas, para derrotar as reformas dos golpistas, mas que tenha como palavra de ordem mais importante derrotar o golpe, anular o impeachmet e pela volta da presidente Dilma Roussef.

 

DF: Professores vão à luta contra fim das aposentadorias e contra o golpe

A partir de quarta dia 15, professores e orientadores do DF devem aderir em massa à Greve Nacional da Educação, somando-se à mobilização nacional da Educação e para lutar contra o calote do governo do Rollemberg (PSB) e as medidas golpistas que atacam nossos direitos.

A decisão já referenda em assembleias da categoria, a última delas no 8 de março passado, se deu devido à revolta geral dos professores diante dos ataques do governo golpista de Temer e sua quadrilha, defensora do ensino pago, com o calote dado pelo governo distrital no miserável reajuste negociado em 2012, deixando a categoria com salários congelados desde 2015, bem como com os atrasos constantes nos pagamentos dos salários, dos 13º salários, não reajuste o tíquete alimentação, mais conhecido como “vale coxinha” etc.

Com “presente” do Dia Internacional da Mulher, por exemplo, o governo caloteiro deixou milhares de professoras em regime de contratação temporária sem salários com a promessa, que ninguém sabe se será cumprida, de pagamento no mês de abril.

Com o golpe de Estado, as medidas contra a categoria no DF se aprofundam cada vez mais atingindo em cheio a suas condições de vida e de trabalho. O que já foi usado, como a famigerada Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), para atrasar os pagamentos deixando a categoria arcar com juros de dívidas contraídas por conta do atraso será a partir de agora uma constante já que o “congelamento” do orçamento público por 20 anos (PEC 55) foi aprovado como a primeira medida golpista contra a população.

O golpe de estado ratificou e aprofundou a política de ataque aos trabalhadores do governo Rollemberg.

Além do congelamento por 20 anos do orçamento público destinado à educação,Saúde etc., os golpistas querem aprovar as “reformas” da previdência trabalhista (acabando com a CLT), a Lei da Terceirização (que permite seu uso em larga escala em quase todos os setores) e uma centena de outros ataques que na prática fazem as condições de trabalho dos educadores e de todos os trabalhadores retroceder em quase um século.

A terceirização generalizada, por exemplo,  abrirá caminho para a contratação das chamadas OS´s (Organizações Sociais), significando o fim dos concursos e da educação pública como conhecemos, rebaixamento dos salários e direitos trabalhistas e, consequentemente, o fim da jornada ampliada conquistada pelos professores do DF.

Além dos ataques econômicos os golpistas querem aprovar dezenas de medidas destinadas retaliação a liberdade de cátedra dos professores criando uma verdadeira lei da mordaça nas escolas.

Para fazer vitoriosa a mobilização, não podemos dispersar e lutar, a cada momento, contra esta ou aquela medida do governo golpista, defensor dos baqueies e dos tubarões do ensino pago. pra derrotar – de fato – a reforma da previdência e e toda a ofensiva da direita, é preciso unir todos os trabalhadores e derrotar  golpe de estado, colocar para fora Temer e todos os golpistas anular o impeachmente e reestabelecer o governo eleito pela maioria da população.

Organizar comitês de luta nas escolas e nos bairros par impulsionar a greve e a mobilização contra o Golpe e suas medidas, organizando piquetes, panfletagens, confecção de faixas, colagem de cartazes etc fortalecendo assim a luta dos professores e de todo s trabalhadores, neste momento decisivo.

CUT convoca paralisação nacional dia 15, “para não morrer trabalhando”

O  presidente nacional da Central única dos Trabalhadores (CUT), Wagner Freitas, gravou vídeo convocando os trabalhadores à paralisação nacional, neste dia 15 de março, contra a “reforma” da previdência e os ataques do governo golpista de Michel Temer (PMDB).

Freitas chama os sindicatos e trabalhadores a paralisarem suas atividades para mostra a congresso e governo golpistas que os explorados nã vão aceitar a liquidação da aposentadoria com a imposição de 49 anos de contribuição e 65 anos de idade como requisitos mínimos necessários para que o trabalhador se apresente.

A convocação chama a se somar à greve nacional da Educação, convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) e centenas de sindicatos de educadores de todo o País, que começa, justamente nesta data.

Na situação atual, os trabalhadores se aposentam em média cinco anos após o tempo mínimo para a aposentadoria. Assim um operário está se aposentando, em média aos 59 anos de idade. Isto significa que boa parte (cerca de 50%) dos trabalhadores só se aposenta após os 60 anos ou nunca vê a aposentadoria chegar. Na maioria dos casos, o trabalhador morre pouco anos depois de se aposentar.

Isto ocorre, em boa medida, porque desde a famigerada era FHC foram sendo imposta mudanças que retardaram aposentadoria. Ao mesmo tempo, o Brasil já tem uma das mais altas taxas de rotatividade da mão-de-obra do mundo. Por aqui, mais de 16 milhões de trabalhadores sã demitidos todos os anos e está cada vez mais difícil conseguir um novo emprego. Assim para conseguir chegar, hoje, a 35 anos de contribuição com a previdência já é preciso que tenha passado, em média, mais de 40 anos desde o primeiro emprego.

O governo golpista de Temer quer agravar esta situação por todos os lados. Além de exigir 49 anos de contribuições (inclusive para mulheres, que hoje se aposentam com cinco anos a menos do que os homens, aos 30 anos de contribuição ou menos, com no caso das professoras, com 25 anos de contribuições), está impondo o corte nos gastos públicos por 20 anos (o que vai aumentar o desemprego). Também, com a “reforma” trabalhista, vai impulsionar um aumento do desemprego e da rotatividade, pois quer permitir que os patrões possam contratar por “contratados temporários” de até 8 meses e com jornadas diárias de até 12 horas. Ou seja, o trabalhador vai ter que dar muito mais duro para sustentar a si e à sua família e trabalhar até morrer, sem se aposentar.

Para calcular o quant cada trabalhador vai ser prejudicado com o aumento do temp para se aposentar, a CUT e  Dieese, criaram  “Impostômetro“, uma calculadora on line do tempo para aposentadoria pelas regras atuais e pelas regras que os golpistas querem impor. Com ela é fácil conferir os enormes prejuízos que a “reforma” provocaria para todos os trabalhadores, inclusive os mais jovens que teriam ainda maiores dificuldades de ingressarem no mercado de trabalho.

A convocação do presidente da CUT tem assim enorme importância.

Além de mobilizar contra a reforma, é preciso ter claro que este ataque, bem como toda a ofensiva do governo golpista contra os trabalhadores só pode ser barrada por meio de uma ampla mobilização dos trabalhadores e de suas organizações contra o golpe de estado, pois não é possível derrotar isoladamente, cada uma das medidas e nem acreditar que  congresso golpista vá resolver a situação de um ponto de vista que interessas aos trabalhadores.

Assim o dia 15, precisa ser um dia de luta contra a reforma da previdência e pela derrota do golpe de estado. Para colocar para fora Temer e todos os golpistas, anular o impeachment, devolver o mandato à presidenta eleita pela maioria da população e cancelar todas as medidas já impostas contra os trabalhadores e a economia nacional, pelo regime golpista, capacho do imperialismo.

Com esta política, superando a paralisia da maioria das direções sindicais e realizando um amplo trabalho de agitação entre s trabalhadores, nos seus locais de trabalho, é possível avançar na direção da necessária greve geral contra o golpe e suas “reformas”.

Doria limpa a cidade com fogo

O segundo incêndio em menos de dez dias na favela de Paraisópolis coloca em dúvida se as causas do fogo são meros acidentes

No último dia 10 mais de trezentas famílias da comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul da capital paulista, tiveram que enfrentar pela segunda vez, em 10 dias, um grande incêndio que destruiu os barracos e quase tudo que possuíam, do dia para a noite. Cerca de 30 casas foram consumidas pelo fogo, vizinhos das famílias comovidos pela tragédia, cederam carros para servirem de moradia para aqueles que perderam seus lares. O fogo, segundo os bombeiros, teria começado com a explosão de uma panela de pressão.

A tragédia acontece dez dias após um outro incêndio, que destruiu pelo menos 50 barracos. Cerca de 100 mil famílias vivem atualmente no local, considerada a segunda maior comunidade de São Paulo, atrás de Heliópolis. Os bombeiros informaram que, somente neste ano, já aconteceram 102 incêndio em favelas em todo o estado. Deste total, 43 estavam na capital e em cidades da Grande São Paulo. No ano passado foi registrado, em todo o estado, 325 incêndios, sendo 230 na capital e na região metropolitana.

Esses dados, principalmente os dois grandes incêndios em Paraisópolis, gera a desconfiança de que esses incêndios foram realmente causados por acidentes. Em 2014, Conrado Ferrato, um dos produtores do documentário “Limpam com Fogo”, já denunciou os incêndios em favelas e suas relações com a especulação imobiliária, o CPI dos incêndios e reurbanização.

Somado a isso, o novo prefeito tucano da capital, já é conhecido como o higienizador da cidade de São Paulo, aquele que pinta por cima dos grafites, cerca com grades os moradores de rua embaixo dos viadutos, e vende tudo que é possível, e mais rico, para empresários internacionais.

“Há aquela pulga atrás da orelha das pessoas, pelo fato de as favelas que mais pegam fogo são as melhores localizadas, com o terreno valorizado”, questiona o jornalista Conrado Ferrato. Segundo Ferrato, em entrevista ao Seu Jornal, da TVT, mesmo sem provas, os moradores afetados pelas tragédias acreditam que são alvos do mercado.

“Na favela do Piolho, poucos meses antes (do incêndio) havia sido organizado um abaixo-assinado dos moradores do entorno pedindo a remoção da favela. Um dos responsáveis pelo condomínio (próximo a comunidade) procurou a prefeitura pedindo para remover a favela, sendo que a remoção não é política utilizada mais. Então, ele foi negado, mas um mês depois a favela pega fogo e é completamente dizimada.”

Os incêndios nas favelas tem uma relação profunda com a especulação imobiliária. Existe uma análise da distribuição geográfica dos incêndios, e há uma relação direta entre a localização das favelas e frequência/gravidade dos incêndios. Os incêndios não são aleatórios, eles respondem a uma lógica seletiva.

Em resumo, em uma só palavra, é a “gentrificação”, que vem de gentry, uma expressão inglesa que designa pessoas ricas, ligadas à nobreza. O termo surgiu nos anos 60, em Londres, quando vários gentriers migraram para um bairro que, até então, abrigava a classe trabalhadora. Este movimento disparou o preço imobiliário do lugar, acabando por “expulsar” os antigos moradores para acomodar confortavelmente os novos donos do pedaço. O evento foi chamado de gentrification, que numa tradução literal, poderia ser entendida como o processo de enobrecimento, aburguesamento ou elitização de uma área

Ainda segundo Ferrato, “A cidade virou um negócio. O que move os processos de urbanização/reurbanização em São Paulo é a lógica da indústria de imóveis, que lucra mais quanto mais caro forem os preços. Assim, o que for indesejado, o que atrapalha a valorização, é eliminado. Isso afeta todos e a classe média começa a sentir os efeitos disso agora, mas as comunidades mais pobres sofrem com isso já tem muito tempo. Quando falamos que a especulação está por trás dos incêndios não estamos querendo dizer que construtoras e incorporadoras acenderam um fósforo, queimaram as favelas e construíram um prédio no lugar – isso é uma simplificação grosseira.”

“É algo mais sutil. Pense que um bairro que vem se valorizando está passando por muitas obras, que atraem mais interesses para essa região. Esses interesses envolvem coisas como melhorias de mobilidade, lazer e segurança – esse último quase sempre se traduz em uma vigilância sobre as favelas da região. Essa vigilância impede a consolidação dessas comunidades, que mantêm um caráter construtivo precário, com paredes de papelão e madeira e alta densidade de moradias, todos os fatores que contribuem para um grande incêndio. Não se trata de tacar fogo, mas de deixar queimar.”

Doria nada declarou sobre os incêndios, pelo contrário, ele simplesmente sumiu e não se posicionou de qualquer forma. O que já sabemos do prefeito tucano até hoje é que, seria bem conveniente incendiar barracos enquanto impulsiona e financia seu projeto de venda de São Paulo para os grandes capitalistas, além de outras políticas fascistas como “Cidade Limpa”.

Ainda não tem como comprovar a relação direta do direitista com as empreiteiras e os incêndios nas favelas, porém não causa nenhum incômodo a ninguém afirmar que Doria está limpando a cidade para o capital estrangeiro, e as favelas ele limpa com fogo.

 

Golpistas fecham agências dos Correios para favorecer franquias

O governo golpista de Michel Temer anunciou, através do presidente dos Correios, Guilherme Campos do PSD (Partido Social Democrata), que irá fechar mais de 250 agências dos Correios no País inteiro.

Com o argumento falso de que a ECT está passando por uma crise financeira, os golpistas estão dilapidando o patrimônio dos Correios para facilitar que os capitalistas possam se apoderar das atividades postais e da própria empresa.

O próprio Temer, antes de assumir a presidência do país através de um golpe de estado, defendia os interesses das agências franquiadas nos Correios, inclusive indicando o diretor regional dos correios de São Paulo.

Nos anos 90, o governo de Sarney, através então Ministro das Comunicações Antônio Carlos Magalhães, aprovou a criação de franquias no Brasil alegando que os Correios não conseguiam suprir a necessidade da população usuária dos Correios com as agências próprias da empresa.

Passado 30 anos e sem sequer ter aumentado de forma significativa o número de agências dos Correios no Brasil, os golpistas que estão no governo federal, querem fazer os trabalhadores dos ECT e a população usuário dos Correios de que existe um excedente de agências dos Correios.

No entanto, a verdade é que estão fechando agências para facilitar a capitação de grandes clientes dos Correios pelas agências franquiadas. Também tem o objetivo de reduzir gastos com a operação da ECT para tornar mais atraente a ECT para os capitalistas que podem comprar as ações da empresa.

Os golpistas fizeram o mesmo com as agências do Banco do Brasil, onde fecharam as agências e reduziram os salários dos bancários que recebiam gratificações de gerência.

Diante do desmonte dos Correios, visando à privatização da empresa, os trabalhadores dos Correios devem se mobilizar e se juntar ao movimento de luta contra o golpe no país, para por um breque em todas essas medidas privatizantes dos golpistas.

É necessários estatizar as agências franquiadas, que já somam mais de 1000 agências, onde as postagens feitas são na sua maioria sonegada para não repassar os seus percentuais  a ECT.

No lugar das agências franquiadas é necessário a abertura de agências próprias dos Correios, mantendo os trabalhadores que estão empregados nessas franquias, com os mesmos direitos dos atendentes das agências dos Correios.  

Previdência: chantagem para “garantir o futuro”, dos banqueiros

Em editorial com o título pomposo de “Verdades que têm de ser ditas”, publicada nesta sexta (dia 10), o  reacionário jornal O Estado de S. Paulo procura explicar e convencer seus leitores de algumas das principais mentiras sobre a questão da reforma da previdência que o governo golpista de Michel Temer encaminhou ao Congresso Nacional.

O texto foi produzido para elogiar a atuação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles – justamente quem detém as “chaves do cofre” que vem se abrindo cada vez mais para patrocinar a imprensa golpista –  que assumiu a liderança da campanha de chantagens do governo na Câmara dos Deputados, em favor da aprovação, sem mudanças, da reforma. Segundo  o Estadão,  ministro “não podia ser mais claro quanto à urgência da reforma da Previdência”, ressaltando a participação do ex-banqueiro no Fórum dedicado ao assunto, realizado na véspera.

“Necessidade para quem?”

Falando para um público admirador da ofensiva que o governo, a mando do imperialismo, realiza contra as aposentadorias e todos os serviços sociais de interesse da população trabalhadora, Meirelles – segundo o jornal – apresentou a reforma como uma “necessidade”, afirmando que a “questão não é se a reforma é boa ou ruim. A questão fundamental é se a sociedade brasileira pode pagar os custos crescentes de um sistema que já não tem racionalidade”, que atacou com a repetida chantagem que vem sendo apresentada aos parlamentares e toda sociedade que “não realizar a reforma, tal como apresentada pelo governo, é comprometer o próprio futuro do País”.

De acordo com os números apresentados pelo ministro no Fórum do Estadão, “os gastos com a Previdência saltaram de 3,3% do Produto Interno Bruto em 1991 para 8,1% hoje. Se nada for feito, essas despesas chegarão a 17% do PIB em 2060”. Considerando que isso seja verdade, isso seria realmente um problema, mas para quem? “Comprometeria o futuro, mas de quem?

Por certo uma situação assim seria um problema, para os banqueiros representados pelo ministro que, hoje, levam quase 50% dos recursos do orçamento público e somam cerca de 30 famílias que dominam o mercado financeiro, ganhando bilhões por ano às custa das altas taxas de juros, mantidas por “homens de bom senso” como o ministro-banqueiro. A previdência sustenta hoje cerca de 30 milhões de aposentados e pensionistas. De onde então deveriam ser cortados os gastos? Das 30 famílias abastadas dos banqueiros ou dos 30 milhões de dependentes da previdência?

 

“Todo apoio ao golpe”

 

Entusiasta do golpe, O Estado de S. Paulo não se contém em contrariar a enorme maioria da população e exaltar governo Temer, exultando que “o Brasil tem autoridades dispostas a dizer o que a sociedade tem de ouvir, verdades que foram escamoteadas por governos e políticos irresponsáveis na última década”. Ao mesmo tempo em que se apresenta com um verdadeiro pasquim da direita atacando quem quer que seja que se oponha à reforma que garante o “futuro” dos banqueiros. Para os trombeteiros  do apocalipse, do “desastre se avizinha rapidamente” (e que virá se previdência não for destruída) é preciso atacar “o PT e seu chefão, Lula da Silva, [que] continuam a tratar do tema de maneira inconsequente, afirma ao citar que  ex-presidente anunciou em reunião com s sindicalistas que “essa proposta parece que remonta aos tempos da escravidão”

Cinicamente, o editorial do jornaleco direitista finge conclamar a “Michel Temer e seus principais auxiliares” que sejam “francos, como foi Meirelles em sua fala no Fórum Estadão, ao abordarem publicamente a questão da Previdência”. O que significaria isto? Que o governo deveria contar ao povo que praticamente ninguém mais conseguirá se aposentar com vencimento integrais, caso a reforma passe, pois em uma situação de desemprego crescente e elevadíssima rotatividade da mão-de-obra será praticamente impossível que alguém alcance 49 anos de contribuição? É dessa sinceridade e franqueza de que fala o Estadão?

Ou será que o jornal está querendo que Temer e Cia. diga “francamente” que o “rombo da previdência” é provocado pela política de isenções e subsídios concedidos a grandes capitalistas (cada vez mais dependentes do Estado) e pela política de rapina de Desvinculação das Receitas da Uniã (DRU) que garantem que  governo possa desviar (e desvia) todos os anos até 30% da receitas do regime de seguridade social, para garantir os juros e serviços exorbitantes da dívida pública, para  deleite dos banqueiros, com denuncia a AFIP (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência) e outros órgãos dos trabalhadores?

Veja s números da ANFIP, que resumem o falso dficit da Previdência Social:

 

Passando por cima da realidade, O Estadão assinala que – segundo o ministro -, “todas as demais despesas do governo representam hoje 45% do total, mas mesmo que fossem reduzidas para 33%, naquele cenário não seria possível cobrir os gastos com a Previdência. Claro, se isto acontecesse faltaria dinheiro para continuar fazendo a farra dos banqueiros ou seria preciso matar boa parte do povo de fome, fechar todas as escolas, postos de saúde, para todas as obras, demitir todos os funcionários públicos, o que poderia dar lugar a revolta popular, uma revolução. O Estado de S. Paulo e Meirelles não querem isso. Matar a galinha dos ovos de ouro, acabaria com a fonte das reservas douradas dos banqueiros e seus aliados, com a imprensa golpista. Querem portanto que se imponha a reforma da previdência e outras tantas que faça as condições de vida e de trabalho da maioria retroceder como nunca, mas mantendo os escravos vivos.

Derrotar a chantagem

Vendo a crescente insatisfação popular e a vacilação dos deputados de enfrentar a rejeição que a aprovação dessa reforma pode provocar partiram para a simples chantagem, usando da falsificação e de tudo mais que têm à mão para tentar continuar enganando o povo.

Não só querem a aprovação da reforma, mas querem que os parlamentares a prevê sem mudança alguma (com querem manobrar certos deputados).  O jornal cita e apóia o secretário da Previdência Social, Marcelo Caetano, também presente ao Fórum Estadão, segundo quem “se a reforma não for aprovada pelo Congresso tal como foi encaminhada pelo Executivo, será necessário ‘realizar reformas mais fortes no futuro para compensar o que deixou de ser feito agora’.

Deixa claro que a “reforma da previdência” bem como as demais atrocidades do governo contra os trabalhadores e a economia nacional, só podem ser derrotadas por meio da derrota do golpe de Estado, pondo fim nã só ao governo Temer, mas a todo o regime golpista de conjunto, com seu congresso nacional, capacho do imperialismo e a monopólio dos meios de comunicação que mentem e chantageiam descaradamente para defender os interesses de um punhado de banqueiros nacionais e estrangeiros e outros tubarões capitalistas, dependentes do Estado e da expropriação do povo brasileiro.

Para conquistar esta derrota é preciso mobilizar os principais pelotões do exército da classe trabalhadora, principalmente, a classe operária e sua organizações de luta, realizando uma intensa trabalho de pragana e agitação nos locais de trabalho que esclareça as reais intenções dos chantageadores e convoque a mobilização, como a greve geral contra o golpe.

Assembléias massivas ratificam greve nacional da Educação

Dia 15 de março começa a paralisação por tempo indeterminado de professores e funcionários do ensino básico, convocada pela CNTE

Mais de 50 mil trabalhadores da Educação se reuniram em diversas assembleias estaduais e municipais nos últimos dias (a maioria delas no dia 8 de março) e referendaram decisão do Congresso Nacional dos Trabalhadores da Educação, realizando em janeiro passado (com mais de 2 mil delegados) de realizar uma greve nacional da Educação a partir do próximo dia 15 de março.

A greve já foi aprovada em mais de 15 estados e em vários outros há assembléias convocadas até data do início da paralisação, convocada por tempo indeterminado. Em centenas de municípios, professores das redes locais também estão aprovando a greve. Estão se gestando as condições para a maior mobilização unificada dos professores e servidores da Educação pública de todo o País de todos tempos.

Isso ficou claro no último dia 8 de março, quando as professoras (ampla maioria n setor da Educação) formaram os maiores contigentes nos atos do Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora.

Estão aprovando a participação na greve, professores das redes estaduais, municipais e também de diversas universidades e até mesmo alguns setores das redes privadas.

A greve é uma resposta à revolta da categoria contra os ataques do governo golpistas contra o ensino público, contra a “reforma da Previdência” – que quer acabar com as aposentadorias (inclusive eliminando a diferença do tempo de mínimo entre homens e mulheres), contra o “congelamento” dos salários em quase todo o País (incluindo  não pagamento do piso salarial nacional dos professores de míseros R$ 2.298, em centenas de municípios e alguns estados).

É um passo importante no sentido de impulsionar uma luta unificada de todos s trabalhadores contra o regime golpista e seus ataques contra s trabalhadores, para o que é preciso que se coque claramente a favor da anulação do impeachment e pela alta da presidenta derrubada pelos golpistas e aponta também no sentido da realização da realização da greve geral, uma vez que os ataques dos golpistas não podem ser barrada em lutas parciais, de algumas categorias ou por meio da luta contra medidas isoladas. Têm que ser enfrentados com uma mobilização de conjunto, que unifique os trabalhadores e suas organizações contra os golpistas.

Veja abaixo os informes da mobilização em alguns dos estados. Nos próximos dias do DCO vai acompanhar e apoiar a mobilização dos educadores em todo o País.

 

São Paulo: unidade dos professores e funcionários estaduais e municipais

 

No Estado mais rico da federação (onde  o governo tucano paga o 15° pior salário das redes estaduais e na capital, agora também governada pelo tucano João Dória, que está cortando até mesmo o leite distribuído às crianças do ensino fundamental, dezenas de milhares de professores das redes municipal e estadual de São Paulo realizaram assembléias e manifestações simultâneas na Avenida Paulista e aprovaram entrar em greve a partir d dia 15 de março.

Convocados pelo sindicato da categoria (SINPEEM), mais de 10 mil trabalhadores da Educação da rede municipal se reuniram na Praça Oswaldo Cruz, e aprovaram como eixos da sua greve a luta contra a reforma da Previdência, do governo Temer; o Regime de Previdência Complementar (Sampaprev), do Dória (PSDB0SP) e em defesa dos direitos e reivindicações da categoria, que tem data-base em maio.
Há alguns quadras dali, milhares de professores da rede estadual (APEOESP), também fizeram assembleia e aprovaram a greve. Além da luta contra a reforma da Previdência, os docentes paulistas lutam contra o “congelamento” dos salários que vai completar três anos. Na véspera da assembleia, o governo Geraldo Alckmin (PSDB-SP), publicou no Diário Oficial do Estado, decreto transformando em “bônus”,  reajuste de 8% que havia anunciado para uma pequena parcela da categoria (cerca de 8% dos professores; PEB I – professoras do priori ciclo do ensino fundamental), concedido para evitar que este setor ficasse com vencimentos inferiores ao miserável piso nacional.
A greve em Sã Paulo – carro-chefe da mobilização nacional – tem com um dos seus eixo, definidos em congresso da APEOESP, a luta contra o golpe.
Como em todo o País, a tarefa central nos próximos dias, para fazer vitoriosa a mobilização, é a construção de comitês de greve de base, com os professores paralisados em cada escola, para mobilizar as demais, bem como os demais setores da comunidade escolar. É preciso levar para as ruas, os estudantes e pais, par ajunto com os educadores impor uma barreira à ofensiva do governo golpista. Esta tarefa é fundamental também para ganhar um setor decisivo para a luta contra o golpe, os operários e demais trabalhadores que têm seus filhos nas escolas públicas e cuja aposentadorias, empregos e tudo mais, também está na mira dos ataques dos golpistas e de suas “reformas”.
MG: greve e nova assembleia no dia 28
Em Belo Horizonte, no dia  8, milhares de educadoras e educadores também se reuniram em asembleia estadual, no Hall das Bandeiras da Assembleia Legislativa,  e aprovaram a participação dos mineiros na greve nacional da Educação a partir do dia 15 de março contra a Reforma da Previdência (PEC 287) e pelas demais reivindicações da categoria, inclusive, diante do governo estadual.

O sindicato anunciou a realização, no mesmo dia, da primeira reunião de negociação do ano com o governo do Estado (do PT), embora, cm informou a entidade, “desde janeiro, o Sindicato já vem cobrando o reajuste do Piso Salarial e outras questões”.

Em nível local a principal reivindicação é o cumprimento dos acordos assinados pelo Governo do Estado.

De acordo com a presidente do Sind-UTE MG, Beatriz Cerqueira, “precisamos nos fortalecer e nos mobilizar de maneira forte contra esse governo Michel Temer que quer nos enterrar vivos”. “Bia”, acrescentou também ser preciso “fazer com o governo Pimentel cumpra os acordos que assinou conosco”.

No calendário aprovado em MG, está previsto para o dia 15/03 – o “início da Greve Nacional da educação e realização de atos em Belo Horizonte e várias regiões do Estado em parceria com outros sindicatos e movimentos sociais”. Entre outras ações, ficou marcada para o dia 28/03, uma nova assembleia estadual, para avaliar as negociações com o governo do Estado e a greve nacional da educação.

 

RJ: greve precisa superar paralisi da direção

 

A direção do Sepe-RJ (Sindicato dos Profissionais da Educação do RJ), dominada pela coalização PSOL-PSTU-Conlutas, publicou panfleto defendendo até a greve geral, mas mostrando sua pouca determinação  par uma luta real e unificada com os trabalhadores da Educação de todo o País, publico no cartaz oficial do Sindicato que defendem apenas uma “paralisação de 24 horas” .

Mesmo em meio à crise demolidora por que passa a Educação e todos os serviços públicos no Rio de Janeiro, como resultado direto do golpe de Estado e da política de ataques dos golpistas, contra o povo fluminense e a economia nacional, a diretoria fala em seu carta em “apoio à greve nacional da Educação”.  O divisionismo do PSTU-Conlutas que desfilou  sindicato do Rio da poderosa CNTE (Confederação Nacional da Educação), com mais de 3 milhões de trabalhadores na base e está mostrando com chamado à greve nacional sua importância na unificação dos trabalhadores – chegou a tal ponto que, no cartaz eles assinalam que a a mobilização deve ser em “apoio à greve nacional da Educação”, como se os educadores do Rio onça fossem parte da mesma categoria nacional e fossem participar da mobilização para “apoiar”.

No próprio dia 15, foi marcada assembleia geral, às 11h, na ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no centro do Rio. É preciso parar as escolas, lotar a assembléia (leva-la para a Cinelândia) e definir pela adesão à greve nacional, que é dos professores do Rio e de todo o País, contra o golpe e em defesa das reivindicações dos trabalhadores da Educação, em defesa do ensino público, contra a reforma da Previdência e demais ataques golpistas. Com nos outros estados, é preciso acrescentar à pauta às reivindicações locais, em um momento em que os professores do Rio (e todo o funcionalismo) estão sob intenso ataque.

A “greve geral” não pode ser efetivada por meio de alianças com os pelegos (como da Força Sindical) ou por meio de um “acordo” entre sindicalistas que nã mobilizam nada, mas gostam de fazer discursos “esquerdistas” e semear a divisão. Só pode ser resultado de uma ampla mobilização, para a qual a greve dos educadores pode ser um pass importante, que deve se somar à outros com uma intensa agitação entre os operários e demais trabalhadores, que os professores pode ajudar a realizar.

 

DF: Greve aprovada em 8 de março de luta

 

Milhares de professores compareceram à assembleia geral realizada no estacionamento do Teatro Nacional, em Brasília, no último dia 8.

O encontro referendou a greve geral nacional da Educação a partir do dia 15 de março e aprovou um calendário de mobilização, além de comemora, com luta,  Dia Internacional da Mulher.

 

No final da assembleia, as professoras se junto ao ato unificado de mulheres, organizado pelo Coletivo de Mulheres CUTistas, em frente ao Museu Nacional da República.

Educadores em Luta-PCO, participou das atividades – como em muitas regiões do País, defendendo a greve nacional e a necessária luta para derrotar o golpe e anular  impeachment, com questão fundamental para barrar a ofensiva dos golpistas contra as mulheres e o ensino público.  Ato foi seguido de marcha rumo à Praça dos Três Poderes, com a participação de companheiros e companheiros de ativistas dos Comitês de luta contra o golpe e pela anulação do impeachment, que espalharam centenas de ações de gás com a frase “volta Dilma”.

 

GO: paralisação geral contra “ataque desumano”

 

Cerca de 2 mil professores participaram de  assembléia geral em frente à Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, na capital e decidiram pela participação na greve nacional, a partir do dia 15, de acordo com  sindicato da categoria (Sintego).

Como em outros estados, o motor principal da greve é a luta contra a proposta de reforma da Previdência Social encaminhada ao congresso nacional pelo governo golpista de Michel Temer.

 

Na assembleia geral unificada dos trabalhadores da rede estadual da Educação e dos municípios do do Estado do Rio Grande do Norte, realizada também no dia 8,  foi aprovou adesão à greve geral da Educação. O pátio do clube ASSEN, em Natal, ficou tomado por milhares de professores.

No Estado, a greve  além da pauta nacional visa garantir a implementação do Piso Salarial em todos os municípios, que em grande número nã pagam sequer  piso de R$ 2298, estabelecidos desde janeiro passado.

 

 

AL: greve nacional referendada

 

Em Maceió, assembleia dos trabalhadores da Educação, convocada pelo sindicato da categoria (Sinteal) foi realizada na tarde do dia 8 e também aprovou a greve a partir do dia 15 de março.

No encontro foram debatidas as pautas nacionais e informada a enrolação do governo municipal da Capital nas negociações salariais com o Sindicato. da mesma forma, di destacada a situação da rede estadual diante do governo que não cumpre nem sequer o que promete. Quadro que reforça a importância da participação da categoria na mobilização nacional.

 

Educadores gaúchos também vão parar

 

Assembleia realizada na quarta-feira (dia 8), em Porto Alegre, reunindo professores e funcionários de escola, referendo a Greve a partir do dia 15 de março por tempo indeterminado, se somando  Greve Nacional da Educação aprovada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Os educadores gaúchos também aprovaram pauta de reivindicações local e um calendário de mobilizações pelo Estado,  que segundo o Sindicat (CPERS) visa pressionar os deputados federais e estaduais para que votem contrários à Reforma da Previdência e aos Projetos de Lei que estão na Assembleia Legislativa que fazem parte do Pacote de Maldades do governo Sartori(PMDB) e atacam a categoria.

A única “pressão”  capaz de enfrentar a pressão do imperialismo sobre os parlamentares e seus partidos golpistas é a mobilização passiva dos trabalhadores e da juventude, por isso é preciso parar as escolas de todo o Estado e todo o País.

A final da assembleia, os educadores realizaram passeata  até a Esquina Democrática para participarem das manifestações do  Dia Internacional das Mulheres.

No dia 15, quando começa a greve, será organizado Ato Estadual e fama provadas também mobilizar~es regionais. Dentre outras propostas foram aprovadas a realização de plenárias nas Escolas com a presença da comunidade e a criação de comitês municipais e nos bairros contra as reformas neoliberais e demais ataques dos governos federal e estadual.

 

RO: assembleia e greve conjunta

 

Em assembleia conjunta, trabalhadores em educação estaduais e os municipais de Porto Velho, decidiriam na manhã dia 08, aderir à greve geral nacional, marcada para iniciar dia 15 de março. Outras assembleias foram realizadas em diversas regiões do Estado, adotando a mesma deliberação, por convocação do Sincero.

Os trabalhadores da Capital, debateram a situação do quinquênio, revogado pr lei municipal, reduzindo – de fato – os salários da maioria dos professores e funcinários. E aprovaram que caso a lei não seja revogada, a greve suspenda será retomada no âmbito do município por tempo indeterminado até que a situação seja resolvida.

 

MS: 73 sindicatos e Federação aprovaram greve

 

Convocados pelos sindicato e pela federação estadual (FETEMS), os trabalhadores da Educação do Estado e municípios, realizaram uma grande assembleia geral, aprovando a participação da categoria na Greve Geral da Educação, a partir do dia 15 de março.

Entre os eixo aprovados está a luta contra o fim das aposentadorias especiais dos professores e toda a reforma que também quer igualar a idade necessária para aposentadoria entre homens e mulheres, estabelecer como a necessidade de contribuição por 49 anos para obter o direito à aposentadoria integral,  que só poderia ocorrer após os 65 anos de idade.

Segundo nota da CNTE, “todos os 73 sindicatos de base da FETEMS, após Assembleia Geral e Conselho de Presidentes, realizados todos nesta terça-feira, saíram com os direcionamentos para a organização da Greve Nacional e já levaram uma carta aos pais que será distribuída nas escolas”.

 

PI

Reunião do Conselho Geral do Sinte-RN, composto pela direção estadual e seus 27 Núcleos Regionais, deliberaram no dia 07 ratificar a participação na Greve Geral Nacional do dia 15 de março. Também foi aprovado um calendário de debates e mobilizações contra a Reforma da Previdência, que inclui Ato Público, às 9h, na Assembleia Legislativa, em Teresina, no primeiro dia da greve nacional.

 

PB: Escolas e universidade estaduais para a partir do dia 15

 

Contra a reforma da previdência social e a retirada de direitos e em defesa da pauta a campanha salarial 2017/2018 dos servidores do Estado, os professores da Paraíba para a partir dia 15 e se integram à greve nacional da Educação. A decisão foi aprovada na assembleia estadual realizada no última dia 8.

Os professores da Universidade Estadual da Paraíba  também vã participar da mobilização, em luta contra  sucateamento da universidade e em defesa de suas reivindicações. O do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (SintesPB), também se pronunciou pela greve.

As entidades estão divulgando o calendário nacional que prevê, alem do começo da greve no dia 15, a realização, no dia dia 25 de março, de um Comando Nacional e de assembleia dos Estados, no dia 27.

 

Comandos de greve e comando com representantes da base

 

Para fortalecer a mobilização, é necessário aprovar nas assembleias locais, a ampliação do comando nacional, com a participação de representantes de base (eleitos em assembleias), na base de um representante de base para cada mil trabalhadores presentes nas assembléias, para colocar a greve nas mãos da base da categoria que realiza a greve.

Em todo  País, construir e fortalecer os comando de base da greve, como canal fundamental da mobilização.

Não à destruição dos direitos trabalhistas

Os golpistas preparam o fim de todos os direitos dos trabalhadores. A reforma trabalhista proposta pela direita pretende acabar com as garantias legais conquistadas pela classe operária ao longo de mais de um século de história, como o seguro-desemprego, as férias, o décimo terceiro. Isso sem mencionar a proposta dos golpistas de aumentar a jornada de trabalho para até 12 horas diárias.

Os golpistas querem ainda aprovar o chamado predomínio do negociado sobre o legislado, o que  dará um cheque em branco para os patrões explorarem ainda mais os trabalhadores, diminuindo os salários, aumentando a carga horária e retirando direitos.

Segundo declaração do presidente golpista da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia do DEM, a própria Justiça do trabalho não deveria existir. Ou seja, para a direita, os patrões devem ter total liberdade para massacrar e escravizar os trabalhadores.

Há ainda o projeto de lei que pretende terceirizar todas as atividades. Criado em 1998 e aprovado no Senado em 2002, o projeto de lei 4.302 tramita na Câmara e se aprovado irá para sanção do presidente golpista  Michel Temer, depois de .quase 20 anos n Congresso.

A terceirização irrestrita é mais um duro ataque as condições de trabalho. O trabalhador terceirizado não possui nenhum direito garantido e não conta com qualquer estabilidade, podendo ser demitido a qualquer momento sem contar com qualquer garantia.

Diante desse quadro de de liquidação dos direitos trabalhistas, é preciso mobilizar a classe trabalhadora a lutar em defesa de suas conquistas e contra o golpe de estado. É preciso formar em cada fábrica e em cada local de trabalho comitês de luta contra o golpe.

Somente a mobilização da classe operária e de toda a população pode derrotar  golpe, anular o impeachment e barrar a ofensiva golpista.