3 conquistas para as mulheres que a Revolução Russa de 1917 trouxe

Durante toda a sua história, o Estado operário soviético foi duramente atacado pelos grandes meios de comunicação imperialistas, como a BBC. A imprensa acusa a URSS de ser uma ditadura, de ser genocida etc e chegou ao ponto ridículo de afirmar que os comunistas “comem criancinhas”.

O imperialismo busca atacar o comunismo de todas as maneiras para esconder os avanços que a Revolução Russa trouxe para a classe operária. Operários, camponeses e todos os setores explorados da população chegaram a níveis jamais vistos antes em qualquer sociedade. Aproveitando o Dia Internacional de Luta da Mulher e os debates gerados a partir dele, neste artigo vamos enaltecer as conquistas que a Revolução trouxe às mulheres soviéticas, visto que dentro da direita e da própria esquerda pequeno-burguesa há uma concepção caluniosa de que a União Soviética rebaixou os níveis de vida das mulheres abaixo do que o capitalismo oferecia:

  1. Participação ativa das mulheres na política

O Partido Bolchevique, antes da Revolução Russa, foi um dos pioneiros na questão da participação política da mulher, tanto internamente quanto programaticamente. Além de apresentar o programa acabado para a mulher e os demais setores, que tinha base na concepção de que a opressão de todos os setores da população decorre do capitalismo, da sociedade de classes, e que tais problemas só seriam resolvidos com a derrubada deste sistema, os bolcheviques fizeram da questão dos direitos femininos um eixo de luta para as mulheres, as quais viviam em uma situação extremamente cerceada e que foram também decisivas para o triunfo da Revolução – vide a insurreição de fevereiro, que emergiu a partir de uma manifestação de mulheres no 8 de março em São Petersburgo.

Após a Revolução de Outubro, a bolchevique Alexandra Kollontai entrou para o novo governo soviético como Comissária do Povo para segurança social, criando toda uma legislação que será exposta nos próximos pontos e organizando o debate e a ação do movimento de luta das mulheres em todo o mundo, criando em cada país um comitê de agitação das mulheres para cada partido comunista, com o movimento organizando congressos, conferências, além da própria vida partidária.

2. Sufragio universal

Enquanto nos países mais avançados do mundo, os movimentos democráticos de mulheres em defesa do voto, as sufragistas, travavam uma luta pelo direito ao voto feminino, as mulheres russas já tinham direito ao voto universal para todos os setores da população.

E as mulheres soviéticas tinham como conquista da Revolução conselhos populares, que as tinham também como base, e representavam de maneira acabada os interesses deste setor. Ou seja, enquanto o imperialismo democrático não conseguia garantir o simples voto feminino, o Estado operário soviético não apenas garantia esta demanda democrática, mas também os direitos democráticos mais elementares das mulheres, os quais serão apresentados no próximo ponto.

Após a URSS, os países imperialistas, pressionados pela influência dos revolucionários iria aprovar o sufrágio feminino, mas limitado, como na Inglaterra.

3. Direitos civis

Logo após a Revolução, com o apoio e acompanhamento de Alexandra Kollontai, à época Comissária do povo para segurança social, uma série de direitos civis que atingiam principalmente o público feminino começou a viger. Seis meses após a revolução, o casamento civil foi aprovado e um ano após, o novo código civil soviético garantia situação legal igual para marido e mulher, além do direito ao divórcio. O aborto também foi legalizado, em meados dos anos 20, e a mulher que o praticasse receberia assistência governamental.

Em janeiro de 1918, o Departamento de Proteção à Gestante e Juventude foi oficialmente estabelecido, garantindo assistência à mulher trabalhadora gestante.

Estes são outros pontos avançados que só o Estado operário conseguiu conceber e que foi acompanhado pelos demais países por pressão.

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Adquira a nova edição da revista Mulheres

A luta das mulheres é a luta contra o golpe! Esta é a manchete da revista Mulheres, número 28, do mês de março de 2017 que está nas ruas.

Há 17 anos, a Revista Mulheres se dedica a discutir a questão da mulher por uma perspectiva socialista e revolucionária, é uma publicação que busca contribuir para a evolução da consciência e para a organização política das mulheres em luta por sua verdadeira emancipação.

Neste mês de março o coletivo de mulheres do PCO, Rosa Luxemburgo, retoma a edição da revista Mulheres. Na edição de nº28 comemoramos o 8 de março e o início da revolução Russa de 1917, que se inicia no mesmo dia em que se comemora o Dia da mulher trabalhadora no mundo inteiro.

Ao relembrar a luta das mulheres e homens da classe trabalhadora na Rússia, não podemos deixar de denunciar no Brasil os ataques da direita golpista que usurpou do cargo a primeira mulher eleita presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

A revista trata a luta das mulheres sem a demagogia da imprensa burguesa e traz polêmicas com a esquerda pequeno-burguesa como num texto da editora da revista e colunista do Diário Causa Operária Online, Natália Pimenta, sobre o “empoderamento”.

Entre em contato e adquira a nova edição da revista Mulheres.

Telefone: (011) 2276-2548

Email: mulheres@pco.org.br

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Capa da nova edição da revista Mulheres nº 28, do coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo.

 

 

8 de março em Brasília: a luta foi de todos contra o golpe

Mais de dez mil pessoas tomaram as ruas região central de Brasília na última quarta-feira (8), no Dia Internacional da Mulher. Para os militantes do PCO, organizados no Comitê contra o Golpe – Não à Prisão de Lula foi um intenso dia de mobilizações, culminando num grande ato pela anulação do impeachment de Dilma Rousseff em frente ao Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes.

Os trabalhadores do setor de educação, de maioria feminina realizaram um dia de paralisação e assembleias. O SAE (Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas no Distrito Federal) reuniu os trabalhadores na Praça do Buriti pela manhã, deliberando pela adesão à paralisação do próximo dia 15. Pela tarde, o Sinpro-DF (Sindicato dos Professores do Distrito Federal) realizou uma assembleia na Esplanada dos Ministérios, referendando a adesão à greve geral da categoria no país a partir do dia 15. Com o lema Não à reforma da Previdência, nenhum direito a menos. O grupo de Educadores em luta, da Corrente Sindical Nacional Causa Operária, realizou panfletagens e intervenções em ambos os atos, advogando a luta contra o golpe como eixo central em torno do qual devem agrupar-se as mobilizações setoriais.

No final do dia, a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes foram tomados por um conjunto de atos unificados em torno ao Dia Internacional da Mulher. O Comitê contra o Golpe do Distrito Federal chamou o ato Anular o impeachment, derrotar o golpe, às 17h na Praça dos Três Poderes. Precedeu a data intensa preparação. O Comitê produziu e colou centenas de cartazes e faixas na região central de Brasília, realizou panfletagens, divulgou o ato nas rádios livres do Distrito Federal, como a Rádio Mercado Sul, e produziu um vídeo para as redes sociais. Foi ainda aparelhado um carro de som que que circulou nas Cidades Satélites e feiras da região. Com balões, faixas e cartazes, o grupo manteve no ar com muita energia a palavra de ordem Volta Dilma, Anula STF até as 21h.

A militante do PCO, Thelma Maria da Silva, representou com enérgica intervenção o Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo junto a outro grande grupo 8 de Março Unificadas que se reuniu no Complexo Cultural da República e desceu a Esplanada ao encontro do grupo do Comitê na Praça, unificando-se os atos às 20h. Naquele momento, Thelma abriu nova sessão de intervenções, destacando a necessidade de agregar todas as lutas parciais, reunindo “homens e mulheres juntos, trabalhadores contra o golpe de estado” e alertando que “no movimento de mulheres existe uma compreensão de que a luta tem que ser contra a reforma da previdência”, ressalvando que “a reforma da previdência é apenas uma das medidas do golpe”, lembrando que o golpe é parte de um movimento internacional da burguesia contra a classe trabalhadora.

Em seguida, a secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT Brasília, Sônia de Queiroz, trouxe a palavra de ordem nenhum direito a menos, sucedida pelas militantes do PT e integrantes grupo nacional Unidos contra o Golpe, Edva Aguilar e Rosane Prates realizaram intervenções destacando o caráter machista do golpe, que depôs a primeira presidenta eleita do poder, e clamando pela pressão popular pela anulação do impeachment. Para Rosane, o Congresso está preparando o aprofundamento do golpe por meio da instalação de um sistema semi-parlamentarista, em que que o povo será privado da capacidade de escolha de seu governante. Além de fotos, foram feitas diversas entrevistas e transmissões ao vivo do ato, que podem ser conferidas na página do Comitê, no Facebook.

No conjunto, a participação ativa do Comitê contra o Golpe na construção do ato de 8 de março difundiu, para a militância e para os grupos mobilizados, que a luta não é apenas das mulheres, nem apenas contra a reforma trabalhista ou a destruição da previdência. A luta é da classe trabalhadora contra os avanços do grande capital internacional, e sua expressão concreta hoje, no Brasil, é o golpe de estado em curso. A mobilização aumenta. A luta continua!

Veja fotos do ato:

 

A horizontalidade do Psol no 8 de Março do DF

Na construção do Ato unificado do 8 de Março do DF e entorno muito se ouviu falar em horizontalidade, ciranda do abraço, e no feminismo com festa e alegria, e era esse modelo de organização que as militantes do Psol diziam defender para o ato que por sua vez deveria ser só de mulheres, parado em um Museu, sem carro de som e sem falas políticas.

Na capital do país que vive um golpe de Estado, organizado e financiado pelo imperialismo que massacra mulheres do mundo inteiro, que depôs sem crime comprovado a primeira presidenta eleita no país com uma campanha extremamente machista, o Psol queria uma festinha particular entre as amigas.

A proposta desse partido para o ato e da maioria das organizações feministas das quais faz parte era tão alegre e palatável para a direita machista e golpista que em uma determinada etapa da construção do ato atraiu inclusive as mulheres componentes do próprio governo caloteiro e também golpista de Rodrigo Rolemberg (PSB), que ficaram super empolgadas com o tipo de movimento proposto.

Para uma parte significativa do movimento de mulheres do Psol, partido comandado por parlamentares e que não tem nada de horizontal, a luta das mulheres deve ser uma luta pela mudança de comportamentos sem nenhuma ligação com aspectos materiais e objetivos que impõe às mulheres, no dia a dia, uma condição de ser humano de segunda categoria, por isso, sua intervenção é tão descolada das mulheres trabalhadoras e tão ligada à pequena-burguesia.

O movimento feminista pequeno-burguês, em nome da defesa da horizontalidade, do autonomismo e da mudança do comportamento serve muito bem aos propósitos da direita organizada e centralizada politicamente contra os direitos mais essenciais das mulheres que por meio do Golpe depôs a primeira mulher eleita para presidir o país e com ela todos os direitos conquistados pelas mulheres.

A busca do Psol por descaracterizar o Ato como uma mobilização fundamentalmente política das mulheres contra o golpe de Estado reflete sua adaptação ao golpe. Mesmo sendo vítima dele, grande parte do movimento feminista psolista não entendeu e uma outra parte golpista do Psol como Luciana Genro/Moro não quer aceitar, é que a defesa da presidenta deposta, Dilma, e a luta pela anulação do impeachment como parte da luta contra golpe é o que garantirá no próximo período a própria existência do partido e das reivindicações feministas.

Sem o reestabelecimento do regime político toda a esquerda, seus partidos, movimentos e organizações populares e sindicais estão em xeque.

Para a luta das mulheres em geral a horizontalidade e suas derivações pequeno burguesas só servem aos seus algozes que nadam de braçada enquanto fazem cirandas, se abraçam e negam a luta política contra o golpe de Estado.

Mas, cadê a horizontalidade?

Em posse da estrutura da CUT e do carro de som do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro) esses movimentos barraram diversas falas políticas incluindo a da secretária geral do próprio Singro e representante da CNTE (Confederação Nacional do Trabalhadores em Educação) que iria fazer a chamada para a paralisação nacional da educação, categoria de maioria feminina, contra a Reforma da Previdência e demais medidas do golpe.

Mostraram na prática que a horizontalidade não passa de demagogia, que só serve para frear e atrapalhar a organização e a luta das mulheres contra os golpistas e suas medidas. Proibiram a participação de dezenas de representantes do movimento de mulheres pelo simples fato de não serem do Psol.

Tudo isso serve apenas como uma barreira para a organização das mulheres e do conjunto da classe trabalhadora. Mas, apesar do Psol, a marcha foi uma importante mobilização.

O que as feministas desse partido não contavam era que o ato iria tomar a proporção que tomou. Como um típico movimento pequeno burguês, uma parte considerável delas, está afastada do movimento de massas como os sindicatos e demais organizações dos trabalhadores da cidade de do campo (Sinpro, CUT, MST etc.), justamente os que garantiram o sucesso do Ato.

Com a política de luta contra o golpe e suas medidas, a estrutura dos sindicatos e da CUT e as combativas mulheres da capital do país o Ato alcançou seus objetivos, dando uma amostra do seu potencial de luta para o próximo período.

E o endurecimento das leis contra o estupro? São destinados a quem?

A imprensa capitalista tem dado destaque e feito muito sensacionalismo para casos de estupro e agressão contra a mulher em geral. A demagogia tem um objetivo muito claro: usar a mulher para aumentar a repressão.

A esquerda pequeno-burguesa, sempre pronta a engrossar a campanha da direita, caiu de cabeça na política do aumenta das penas e da repressão. O resultado foi que no Congresso Nacional, no ano passado, foram aprovadas uma série de medidas que prevêem o endurecimento de penas em casos de violência contra a mulher.

Esse jornal já chamou a atenção um sem número de vezes que a política de repressão, ou seja, de dar ainda mais poder para o Estado esmagar o cidadão, não só é ruim, como acaba se voltando justamente para os setores que foram usados como pretexto para o aumento da repressão. O Estado capitalista e seu aparato policial e jurídico estão aí para esmagar os trabalhadores, os negros, as mulheres, não para protege-los.

Um caso escandaloso que mostra bem o que significa a política do aumento de penas veio à tona justamente no dia 8 de março. Um Juiz simplesmente negou denúncia por estupro contra um ex-militar torturador, Antonio Waneir Pinheiro Lima, o Camarão, da ditadura militar.

A vítima, Inês Etienne Romeu, foi a única sobrevivente da chamada Casa da Morte, centro de tortura da ditadura em Petrópolis. O crime ocorreu em 1971.

Do que adianta aumentar as penas contra a violência contra a mulher? Nada. A direita domina todo o Judiciário e diante de um caso escandaloso como o de tortura no regime militar, o direito da mulher foi ignorado pelo Juiz.

O Juiz do caso, Alcir Luiz Lopes Coelho, ainda citou o fascista Olavo de Carvalho para justificar a sua sentença. Vejam só, esse é o tipo de gente que domina o Judiciário, que leva a sério o que diz um quadrúpede como Olavo de Carvalho.

Defender o aumento das penas é dar mais poder a esse tipo de gente.

No final das contas, fica claro que a política de aumento de penas está destinada à população pobre, como sempre. Vai ser usada como pretexto para aumentar a repressão contra os que já sofrem com ela, inclusive as mulheres.

Um 8 de março de luta contra golpe, em Feira de Santana

Um relato de uma companheira que participou das manifestações na segunda maior cidade baiana

As mulheres operárias e camponesas, deram neste 8 de março uma importante demonstração da disposição de não se deixar subjugar. Mostramos também nossa indignaçao e nossa repulsa a esse governo golpista que nos oprime e expolia.

Nossa luta, neste dia, se deu nas ruas do centro de Feira de Santana. Pessoas circulavam e a multidão aderia à convocação. Palavras de ordem eram citadas: “Fora Temer”, “não queremos governo golpista” etc.

Realizamos a distribuiçao de panfletos,  para tentar conscientizar parcela do pessoal que ainda nao sabia qual o objetivo do ato
Alguns organizadores também  discursavam criticando o governo golpista de Temer, a multidao ovacionava, e acompanhava contente, já revoltada com a atual situação do Pais,
Da praça de alimentaçao partimos em caminhada para o final da Avenida Getulio Vargas, com faixas etc…estavam presentes varias entidades como a CUT, o MST, CTB, MOC, MCP.
Nós mulheres somos as mais afetadas pelo golpe, pois no mercado de trabalho ganharemos ainda menos, além da escravidão domestica – onde existem mulheres dependentes economicamente, presas em suas casas, alem da onda de desemprego que vem a nos ameaçar, certamente seremos as mais prejudicadas.
A luta pela emancipação feminina culminou na revoluçao russa, que teve inicio dia 8 de março , coisa que a imprensa burguesa omite. Isso tem uma importância incrível para nossa luta, que precisa seguir, com força redobrada, para derrotar o golpe e anular  impeachment.

A cobertura das manifestações do 8 de Março

Acompanhe, pelo Diário Causa Operária (DCO) a cobertura dos atos do Dia de Luta da Mulher, com informações, momento a momento, da manifestação. O PCO está no ato com um grande bloco contra o golpe, pela anulação do impeachment, que vai atacar os direitos mais elementares das mulheres.

19h30 – Atos estão se encerrando. Os professores municipais e estaduais terminaram a passeata em frente à Câmara Municipal, já os manifestantes que iniciaram o ato na Praça da Sé estão encerrando o ato em frente à prefeitura.

19h06 – Atos dos professores vai se encaminhando para o final, em frente à Câmara Municipal de São Paulo. Os professores estaduais e municipais aprovaram a greve a partir do dia 15 de março, quarta-feira, acompanhando o calendário nacional aprovado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

18h48 – Passeata dos professores estaduais e municipais em greve chega até a Câmara Municipal de São Paulo

Aos poucos, manifestantes chegam na Câmara Municipal

18h39 – Companheiras do bloco “Anula STF”, que pede a anulação do impeachment, estão presentes no ato do Dia de Luta da Mulher na Praça da Sé

18h32 – Companheiro Vitor Teixeira desenhou uma charge especial para o Dia 8 de Março, lembrando a necessidade de lutar contra o golpe e pela anulação do impeachment

 

18h20 – Além de São Paulo, pelo menos em mais 10 estados ocorrem atos do Dia de Luta da Mulher: Minas Gerais, Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná e Pará

Ato em João Pessoa, na Paraíba

18h10 – Um mar de gente toma conta das ruas do centro de São Paulo. Os professores municipais e estaduais vão se encontrar com outras milhares de pessoas que estão na Praça da Sé no ato do Dia de Luta da Mulher

17h47 – Passeata com dezenas de milhares de professores em greve já se encontra na metade da avenida Brigadeiro, em breve estarão na Praça da Sé

17h21 – Coxinhas vermelhos do PSTU e seus grupelhos não querem participar do ato unificado do Dia de Luta das Mulheres, já que são a favor do golpe. Por isso, deixaram a assembleia da APEOESP para formar um micro ato, que vai na rabeira da enorme passeata. Isso sim é vontade de defender a Reforma da Previdência, do golpe e contra as mulheres

17h20 – Veja as imagens da enorme passeata dos professores estaduais e municipais em greve que estão indo para a Praça da Sé se juntar ao ato do Dia de Luta das Mulheres, contra o golpe!

17h09 – Ativistas da luta pela moradia também estão presentes no grande ato do Dia de Luta das Mulheres, contra o golpe!

17h08 – Jovem ativista declara: “para retomar os direitos, é preciso tirar Temer”

17h00 – Dezenas de milhares de professores estaduais e municipais partem em uma enorme passeata pela Avenida Paulista até a Praça da Sé

16h48 -SIMPEEM (Sindicato dos Professores Municipais de São Paulo), após declarar greve, chega ao MASP para se juntar aos professores estaduais da APEOESP

16h37 – Paulista está tomada pelos professores, que podem decidir pela greve em instantes se juntando aos professores municipais, que já aprovaram a greve. Essa multidão vai em passeata até a Praça da Sé, lutar pelos direitos das mulheres, lutar contra o golpe de Estado

16h17 – Companheira fala sobre o ato e a luta contra o golpe

16h17 – Professores estaduais tomam as duas pistas da avenida Paulista

16h15 – Professores municipais de São Paulo declaram greve! A assembleia vai se encontrar com os professores da APEOESP e todos vão em passeata até a Praça da Sé!

 

16h01 – “Fora Alckmin! Fora Alckmin!”, é o grito de dezenas de milhares de professores na Assembleia da APEOESP.

Assista aqui: IMG_2215

 

15h50 – Assembleia da APEOESP lotada no vão do MASP. O PCO está presente

15h47 – Ativista dá o seu recado: “para derrotar os ataques, é preciso derrotar os golpistas e anular o impeachment”

15h47 – Assembleia da APEOESP lotada no vão do MASP. Esse mar de gente vai se juntar ao ato na Praça da Sé, que está começando agora

15h36 – Trabalhadora de Ferraz de Vasconselos, na Grande São Paulo, dá seu depoimento contra a Reforma da Previdência dos golpistas

15h30 – A Praça da Sé já está bastante cheia. Os manifestantes ainda aguardam os professores que vêm das assembleias da APEOESP e do SINPEEM.

 

15h24 – Mulheres dos movimentos por moradia, contra o golpe. Assista:

15h18 – Centenas de mulheres da CUT, MST, e outros grupos se aglomeram em frente à Catedral da Sé contra o golpe!

 

15h10 – Mulheres do MST chegam ao ato do Dia de Luta das Mulheres, contra o golpe. Assista ao vídeo:

15h00 – Manifestantes começam a chegar ao ato de 8 de Março na Praça da Sé, em São Paulo. O ato começa oficialmente às 16 horas. Os companheiros podem visitar a barraca do PCO na Praça da Sé.

14h45 – No MASP, na Avenida Paulista, começou a Assembleia dos professores estaduais de São Paulo, que pode deflagrar greve geral para o dia 15 de março. Após a assembleia, milhares de professores vão em passeata até a Praça da Sé, se juntar ao ato do Dia de Luta das Mulheres. Militantes do PCO estão presentes na assembleia.

 

É hoje! Dia de luta das mulheres, contra o golpe

Estamos em pleno 8 de março. Foi em um Dia Internacional da Mulher, 100 anos atrás, que as russas saíram às ruas em Petrogrado dando início ao que seria a grande Revolução Bolchevique.

Após a Revolução Russa de 1917 o mundo não seria o mesmo. A Revolução que foi iniciada pela revolta das mulheres contra a miséria; mulheres comuns, operárias, que ocuparam as ruas em busca de pão mostraram ao mundo a possibilidade do poder operário e tudo o que isso significa. Para as mulheres significou muito.

Para os trabalhadores do mundo todo a Revolução Russa foi um exemplo a ser seguido, para as mulheres não é diferente.

Além dos direitos gerais dos quais foram beneficiadas, como os direitos trabalhistas, garantia de acesso à saúde, educação, moradia, terra, desenvolvimento social, científico, econômico e cultural, resultado de muito investimento e superação de séculos de atraso impostos pelo Czar, do embargo imposto pelos países imperialistas, da guerra civil e mundial; foi garantida às mulheres nos primeiros dias e anos da Revolução igualdade jurídica, acesso ao divórcio, ao voto e direito de aborto, participação direta e representação no poder revolucionário.

Em 2017 no Brasil as mulheres também enfrentam um momento de necessária luta e mobilização. Aqui também o desemprego, a miséria e a fome que faz das mulheres as principais vítimas está sendo revivida. Além disso, há a ameaça de retrocesso em direitos trabalhistas, na Previdência, na educação, saúde, até o direito ao aborto para mulheres que sofreram estupro.

Neste 8 de março, lembremos as mulheres russas e ocupemos as ruas em defesa dos nossos direitos. Se em 1917 o objetivo começar a mudança vencendo o Czar; hoje a luta é contra o golpe, os golpistas e seu programa neoliberal de ataques às condições de vida da população e entrega das riquezas e patrimônio nacional.

Ocupar as ruas e lutar contra o golpe é a tarefa deste 8 de março, o primeiro Dia Internacional da Mulher desde que a primeira mulher eleita presidenta no Brasil foi destituída do poder.

O destino das mulheres no governo golpista: trabalhar o dobro e até a morte

A imprensa burguesa acaba contradizendo, ou até mesmo dando argumentos, que contrapõe a campanha de reforma da Previdência que ela mesmo faz. O projeto golpista visa igualar o tempo de trabalho/contribuição de homens e mulheres para requerer aposentadoria; prevê idade mínima de 65 anos. O argumento é de que, atualmente, não faz mais sentido fazer essa diferenciação.

O principal articulador da reforma no governo, o secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, orgulha-se de propor uma reforma “igual para todos”, defendendo que é esse o modelo que os outros países, em especial os da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), têm seguido. Alemanha, Islândia e Noruega, por exemplo, têm a idade mínima ainda mais elevada, de 67 anos para os dois sexos.

“Se a proposta é machista, o mundo todo é”, declara Caetano. Outra desculpa é que a expectativa de vida feminina é maior que a dos homens em sete anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), então, nada mais justo que elas trabalhem o mesmo tanto para se aposentar.

O problema é que, ao se dedicar o “mesmo tanto” que os homens aos empregos fora de casa, as mulheres estão, na realidade, trabalhando quase o dobro, quando se leva em conta a jornada doméstica. Uma pesquisa recente, divulgada no jornal online golpista G1 e realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), informa que as mulheres trabalham em média 7,5 horas a mais que os homens por semana.

Em 2015, a jornada total média das mulheres (que considera a soma do trabalho remunerado mais os afazeres domésticos) era de 53,6 horas semanais, enquanto a dos homens, de 46,1 horas. Quanto a atividades não remuneradas, mais de 90% das mulheres declararam fazer atividades domésticas – proporção que se manteve quase inalterada em 20 anos, em torno de 50%. Quanto aos homens, a proporção dos que se ocupam nestes afazeres passou de 46% para 53%.

Com base nestes dados, o Ipea conclui que não há sinais de uma nova divisão de tarefas entre homens e mulheres nos lares. “Quando analisado o número de horas semanais dedicadas a essas atividades, nos últimos vinte anos é possível perceber uma significativa redução na quantidade de horas dedicadas aos afazeres domésticos pelas mulheres (6 horas semanais), mas o tempo médio gasto pelos homens mantém-se estável”, afirma o estudo.

As mulheres em toda a história da sociedade burguesa capitalista estiveram trancafiadas em seus lares, sendo verdadeiras escravas do lar, do marido e de seus filhos. Com o capitalismo, foram jogadas para fazerem parte da produção e do trabalho fora dos lares, porém a sociedade burguesa acabou explorando as mulheres duplamente. Não disponibilizando serviços públicos suficiente para as mulheres, como creches, hospitais, e escola para seus filhos; e reservando a elas os piores trabalhos e os menores salários.

O golpe no Brasil tornará a vida das mulheres ainda mais difícil, e o primeiro exemplo é a citada reforma da Previdência, que fará as mulheres trabalharem mais, pelos mesmo mísero salário e sem condições nenhuma de se livrar da escravidão doméstica. Cabe às trabalhadoras se posicionar combativamente contra toda a direita e os golpistas, verdadeiros inimigos das mulheres. Com a direita golpista no poder nenhum direito estará seguro, por mais elaborada que seja a demagogia da imprensa capitalista.

Edição de hoje, Diário Causa Operária Nº 4843

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