Militantes do MST continuam presos pelos golpistas no Paraná

No governo golpista do Estado do Paraná a justiça não se preocupa mais em fazer média com os direitos democráticos da população. Sem nenhuma prova, apenas com muita convicção mantém preso sete militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) desde novembro de 2016.

Os sete presos políticos são Fabiana Braga, Antonio Clovis Ferreira, Claudir Braga, Claudelei Torrente de Lima, Daniel Ferreira de Almeida, Tiago Cleiton Ferreira, Valdemir Xalico de Camargo. Todos os presos foram enquadrados como integrantes de uma organização criminosa por uma megaoperação da polícia batizada de Operação Castra.

Os militantes lutam há anos para assentar mais de três mil famílias nas terras férteis do oeste paranaense. Terras essas que foram griladas pela empresa Araupel Celulose, que possui mais de 80 mil hectares de terras na região Oeste do Estado.

A perseguição política é tão evidente que dentre os presos está o vereador mais votado do município de Quedas do Iguaçu, Claudelei Torrente de Lima (PT), militante da luta pela terra. A prisão preventiva é tão absurda que não houve nenhuma prova das acusações infundadas realizadas pela polícia e a justiça paranaense.

A Operação Castra, foi realizada pela Policia Civil do Paraná contra o MST por ocupar terras griladas pela empresa Araupel. Pela segunda vez na sua história o MST foi tachado de organização criminosa, sendo que as duas foram após o golpe de Estado realizado no ano passado. A operação também serviu para atacar duramente a luta pela terra, pois resultou na invasão da Escola Nacional Florestan Fernandes. A escola é referência na formação do trabalhadores sem-terra.

Complô golpista para caçar os integrantes do MST

As prisões dos integrantes do MST foi uma ação conjunta entre os golpistas: Deputado golpista, justiça burguesa e a policia. Autoridades representantes destes três setores vinham se reunindo há meses para arquitetar a perseguição. Dentre eles estava o chefe da Casa Civil do Paraná Valdir Rossoni, que é deputado federal pelo PSDB, e que recebeu R$ 50 mil da empresa Araupel para sua campanha eleitoral.

Os golpistas estão atuando abertamente contra os movimentos de luta pela terra desde o golpe. O golpe de Estado levantou a cabeça da direita fascista e permite as ações conjuntas entre os latifundiários, justiça e policia contra a população, principalmente contra as lideranças. As acusações são infundadas e sem nenhuma prova, mas mesmo assim mantém os integrantes presos e sem perspectiva de liberdade.

É preciso denunciar para toda a população essa situação e a imposição de um Estado de exceção contra os trabalhadores.

Liberdade para os presos políticos do MST no Paraná!

Fora golpistas!

Veja aqui as imagens do ato do dia 15 contra a reforma da Previdência

Manifestações gigantescas ocorreram em diversas capitais, atos em centenas de cidades, paralisações de importantes categorias de trabalhadores e a ocupação do prédio do Ministério da Fazenda, marcaram o Dia Nacional de paralisações, realizado nesta quarta, 15 de março, em todo o País.Previsões da Central Única dos Trabalhadores, principal promotora dos eventos (juntamente com suas entidades filiadas) apontam que mais de um milhão de pessoas participaram dos protestos, que teve como motor principal a revolta contra a “reforma” da Previdência, mas que se transformaram em atos contra o golpe e  governo golpista.

As manifestações ocorreram em todas as regiões do País, com atos massivos na maioria das capitais e importantes manifestações em cidades do interior. Em quase todos os atos, os trabalhadores da Educação em greve, formavam os maiores contigentes.

Foram as maiores manifestações populares desde março de 2016, antes da aprovação do impeachment que derrubou a presidenta Dilma Roussef e expressaram uma tendência a uma virada na situação política, marcada desde a derrota sofrida no Congresso Nacional por uma postura defensiva dos trabalhadores e suas organizações, diante da ofensiva dos golpistas contra as condições de vida do povo brasileiro e seus direitos democráticos.

 

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Ato contra a Reforma da Previdência em Goiânia

Na manhã dessa quarta-feira (15), aproximadamente 12,5 mil pessoas lotaram as ruas de Goiânia contra o golpe e o ataque à Previdência pelo governo golpista. A manifestação se concentrou na Praça Cívica, de onde se deslocou para a Praça do Bandeirante, por volta das 11 horas. Bancários, professores, trabalhadores dos Correios, trabalhadores da área da saúde, trabalhadores da Celg e da Saneago, centrais sindicais, milhares de estudantes e diversas categorias partidárias somaram-se no ato contra a medida golpista, cuja votação está prevista para os meses de abril e julho.

O ato evidenciou a rejeição da população (principalmente da classe trabalhadora) de todo o país à Reforma da Previdência, que destruirá a aposentadoria pública em benefício da previdência privada. Apesar de expressar o repúdio geral da população contra o Golpe de Estado, a manifestação do dia 15 canalizou a indignação contra o golpe para o presidente golpista e para a reforma em questão. É preciso, entretanto, lutar contra o golpe de conjunto e não contra cada medida.

O PCO tem feito uma assídua campanha para esclarecer que gritar “Fora, Temer!” já está sendo feito pelo PSDB, que almeja colocar por eleições indiretas um candidato seu, e pela direita que quer a derrubada de Temer por meio das forças militares. A esquerda, nesse sentido, reforça uma política direitista ao gritar tão somente contra o Golpista, fazendo coro pelo recrudescimento do Golpe de Estado. É preciso lutar contra todos os golpistas, lutar contra a ditadura do judiciário, lutar contra a Lava Jato, lutar pela anulação do golpe contra a Dilma e contra a prisão do ex-presidente Lula.

Lista de Janot: mais um espetáculo golpista

Divulgada nessa quarta-feira (15), a lista parcial do procurador-geral da República, o golpista Rodrigo Janot, que pede a abertura de 83 inquéritos contra políticos que tiveram os seus nomes citados por funcionários da empresa Odebrecht na Operação Lava Jato.

Pelo menos cinco ministros do governo golpista de Michel Temer estão relacionados nesta lista, Eliseu Padilha (PMDB), Moreira Franco(PMDB), Bruno Araújo (PSDB), Gilberto Kassab (PSD) e Aloysio Nunes(PSDB), além destes constam também o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados (DEM), Renan Calheiros (PMDB), Romero Jucá (PMDB), Edison Lobão (PMDB), José Serra (PSDB), Aécio Neves (PSDB); claro que não poderia deixar de faltar os nomes do ex-presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva e da presidenta deposta por um golpe de Estado, Dilma Rousseff e os seus ex-ministro, Guido Mantega e Antônio Palocci, ambos do PT.

A crise do governo golpista de Michel Temer a cada dia vem se aprofundando. A lista que Janot montou com a delação da Odebrecht é mais um componente do aprofundamento do golpe da direita ligada diretamente com o imperialismo como parte da preparação da ofensiva contra os trabalhadores e da população em geral. A lista faz parte da pressão para levar o governo golpistas mais ainda para a direita e acelerar o andamento dos planos de austeridade, tais como a reforma da Previdência e trabalhistas, fim da CLT, privatizações, terceirização etc.

A imprensa capitalista vem dando um grande destaque para a lista de Janot num claro sinal que estão fazendo campanha direta pela derrubada do golpista Temer. A delação dos diretores da Odebrecht e a lista de Janot revela as contradições entre os interesses dos países imperialistas com a burguesia nacional, a idéia é por fim o governo do PMDB para substituir por um setor mais alinhado com os imperialistas como os partidos do PSDB e DEM.

A “organização criminosa” de Cabral

Deu no “Estadão” que a caçada a Sérgio Cabral (leia-se, PMDB) continua. Deflagrada nesta terça-feira, 14, a Operação Tolypeutes pegou a Secretaria de Transportes, segunda área estratégica do governo do peemedebista. Em novembro de 2016, a Operação Calicute já havia prendido Hudson Braga, secretário de Obras do peemedebista, enviado para o presídio de Bangu 8. Desta vez o alvo é Luiz Carlos Velloso, subsecretário de Transportes no Governo Cabral, hoje subsecretário de turismo do estado.

O “Estadão” já noticiara também a captura, na nova etapa da Lava Jato, do diretor de Engenharia da Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (Riotrilhos), Heitor Lopes: “Estamos trabalhando para ver a extensão da organização criminosa”, afirmou em entrevista o procurador Sérgio Pinel, da força-tarefa da Operação Lava Jato, no Rio.

Deixando um pouco de lado a questão moral e policial acerca da culpabilidade de Cabral e da real extensão de sua ‘organização criminosa’, caberia se perguntar acerca do porquê dessa perseguição implacável, de um ponto de vista estritamente político. Se Cabral sempre foi tão corrupto, por que “só agora” é tão atacado, chegando a ser preso?

Uma boa hipótese é a do PSDB estar querendo entrar no Rio a todo custo, e não sendo Cabral fiel a eles… Cabral e o PMDB do Rio de Janeiro representam a ala mais próxima deste partido ao PT (mesmo tendo sido a favor de impedimento de Dilma).

De todo modo, realizada sem que nem mesmo um processo tenha sido iniciado, a prisão do ex-governador já foi um claro indício de que o chamado Estado Democrático de Direito tem no Brasil uma existência mais formal do que real, e de que a Justiça, longe de por aqui ser cega, tem na verdade é olho grande.

A campanha política golpista de Janot

Nessa terça-feira, dia 14, a tão esperada – pelos golpistas – lista de Rodrigo Janot foi finalmente revelada e enviada para o STF. Ali, o Procurador Geral da República pede a investigação de 83 políticos que seriam acusados pelos delatores da Odebrecht de receber recursos em troca de favores políticos.

A imprensa golpista divulgou a lista, dando destaque aos nomes que mais interessavam, como Lula, Dilma e membros do governo golpista do PMDB. Do ponto de vista Jurídico, a lista de Janot não dignifica nada. Como já virou praxe nas operações golpistas realizadas pelo Judiciário, que passa por cima dos direitos democráticos do povo, as acusações não são nada mais do que isso: acusações. Não há provas, apenas as delações dos empresários da Odebrecht. Mas a lista serviu ao seu objetivo: promover mais um espetáculo para a campanha de calúnias da imprensa golpista.

Os noticiários mostram a lista como se os nomes ali já fossem criminosos. Esse é o método tradicional dos golpistas desde pelo menos o julgamento do mensalão em 2012. O Judiciário comete uma série de ilegalidades, passa por cima de direitos democráticos fundamentais, como a presunção de inocência, por exemplo, para promover um cenário político para que a imprensa faça a campanha política golpista.

A campanha dessa vez tem dois objetivos. O primeiro é o de sempre: atacar o PT, principalmente Lula e Dilma. O segundo é acuar o governo de Michel Temer, que tem cinco menistros, senadores e deputados ligados a ele na lista. O setor mais direitista dos golpistas, que é justamente quem domina o Judiciário, está na ofensiva contra o PMDB.

Os golpistas precisam chantagear o governo golpista para força-lo a aprovar as reformas da Previdência e Trabalhistas e todas as medidas de devastação econômica previstas nos planos da direita. Ao mesmo tempo, preparam o terreno para derrubar o PMDB e estabelecer um governo com o domínio da ala direita do golpe, PSDB e DEM, com ou sem Michel Temer.

Por fim, a lista de Janot ainda cumpre um objetivo ainda mais perigoso. Ela serve como instrumento de campanha dos golpistas contra os partidos, usando o pretexto das doações financeiras. Com esse pretexto, os golpistas pretender realizar uma destruição do sistema partidário no País, eliminando os partidos de esquerda. Isso ficou claro com a recente rejeição das contas de 23 partidos pelo TSE, com critérios totalmente absurdos e que coloca sob risco praticamente todos os partidos da esquerda, do PT ao PCO.

A direita pró-imperialista precisa aprofundar o golpe para colocar em prática seus planos. As medidas impopulares do governo não serão aprovadas sem que haja um ataque às liberdades democráticas do povo e das organizações populares. Os enormes atos desse dia 15 mostraram claramente a impopularidade dos golpistas.

Na luta contra a Reforma da Previdência, movimentos ocuparam Ministério da Fazenda em Brasília

Às 4h da manhã do dia 15, mais de 1.500 pessoas ocuparam a sede do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A ação faz parte do Dia Nacional de Mobilização e Paralisação Contra a Reforma da Previdência, organizada por movimentos sociais do campo e da cidade que integram as frentes Brasil Popular, CUT e seus sindicatos filiados.

As Reformas promovidas pelo Golpe de Estado, como a Reforma da Previdência, são os principais motivos dos Atos que ocorreram no dia de luta em todo o País.

Os golpistas alegam que existe um rombo na previdência fiscal, o que já foi desmentido pelo DIEESE e também por especialistas em auditoria, como a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil. Enquanto justifica a reforma com o déficit, os golpistas aplicam desonerações fiscais às empresas e perdoa a dívida de centenas de empresas que devem três vezes o valor do déficit ao INSS.

A ocupação foi realizada por movimentos da Via Campesina Brasil, MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), Povo sem Medo, MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), MMC (Movimento das Mulheres Camponesas), CONAQ (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Quilombolas), MTD (Movimento dos Trabalhadores por Direitos), MLT (Movimento de Luta pela Terra), MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e contou com o apoio de professores da base do Sinpro/DF e de trabalhadores de diversas categorias da base de sindicatos da CUT.

Essa ocupação é um exemplo de luta dos trabalhadores e deve se refletir daqui para frente em uma política de enfrentamento com o Golpe e suas medidas.

“Golpistas deformam o ensino médio”

“Apesar do pomposo título de “Reforma do Ensino Médio” a medida provisória recentemente aprovada pelo Congresso nada tem de positiva. Poderíamos até substituir a palavra “reforma” por “deforma”, pois na verdade o que querem os golpistas com esta medida é atacar o povo trabalhador que depende dos serviços públicos. Feita sem consultar a sociedade e os principais interessados (os estudantes) a “reforma” aparece na grande mídia como solução, mas sabemos bem qual o seu verdadeiro objetivo: sucatear a escola pública e aumentar ainda mais o abismo entre ricos e pobres.

Na propaganda que o Ministério da Educação vem apresentando na TV vemos jovens felizes dizendo que a reforma é muito boa afinal agora existe a liberdade de escolher aquilo que eu quero estudar. Está exatamente ai a armadilha: ao ser obrigado a escolher apenas um bloco e não estudar todo o conjunto de conteúdos o estudante da rede pública dificilmente conseguirá competir com alunos da rede particular, já que estes últimos continuarão estudando todas as disciplinas como sempre se fez. A Associação Nacional das Escolas Particulares já anunciou que não vai haver redução na grade curricular de suas escolas, pois isso atrapalharia seus estudantes em exames oficiais como vestibulares e ENEM. Em suma: quem tem condições de pagar uma escola particular será o grande favorecido. Aos filhos da classe trabalhadora restam duas opões: aceitar esta maldade passivamente ou lutar de forma organizada e aguerrida contra o golpe e todos os seus tentáculos demoníacos.

Outro objetivo da reforma é reduzir os custos com a educação, ou seja, ela está intimamente atrelada a PEC da Morte que congela gastos com serviços públicos durante 20 anos. Além disso, disciplinas essenciais para a formação de uma população crítica e politizada como a Filosofia e a Sociologia deixarão de ser obrigatórias, favorecendo assim a proliferação de analfabetos políticos que aceitam bovinamente serem explorados, manipulados e massacrados pelo sistema econômico e politico.

No final de 2016, como justa reação à esta medida absurda, centenas de escolas foram ocupadas por estudantes Brasil afora. Numa bela aula de resistência um sonoro recado foi dado: o movimento estudantil está atento às artimanhas dos golpistas. Com as ocupações ficou claro que os estudantes não aceitam essa mercantilização da educação. Se essa “reforma” for mesmo efetivada ter educação de qualidade será cada vez mais um privilégio reservado às elites. Com certeza é isso mesmo que querem os golpistas, pois se “saber é poder” um povo refém de sua própria ignorância nunca será livre e autor de sua história.

  Atualmente Comitês formados por professores, pais e alunos surgem nas escolas públicas para combater o golpe. Esses grupos de resistência mostram o caminho certo, afinal o maior pesadelo de um golpista é um povo politicamente consciente e organizado lutando contra todo poder ilegítimo e opressor. Nesses Comitês uma constatação foi feita: Lutar contra a Reforma do Ensino Médio e a precarização da Educação Pública é lutar contra o Golpe. Então sigamos firmes na luta!”

Carta do leitor Everton Moraes, Professor de Filosofia na Rede Pública do Distrito Federal

Lista do Janot: a faca no pescoço do Congresso

Com grande estardalhaço, foi divulgada a nova “lista do Janot” entregue ao STF esta semana. Trata-se de um pedido de abertura de inquérito contra dezenas de políticos, baseados em 77 delações de executivos da empreiteira Odebrecht, mais uma delação que ainda não foi homologada, encaminhado pelo Procurador Geral da República, rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A lista dos nomes que aparecem permanece secreta, embora muitos nomes selecionados já sejam conhecidos. Os ex-presidentes petistas, Lula e Dilma Rousseff, perseguidos pelos golpistas, naturalmente constam da lista.

Além dos petistas perseguidos pela direita que deu o golpe, muitas figuras proeminentes do governo golpista também aparecem na lista. Cinco ministros de Michel Temer, pelo que foi revelado até agora, estão entre eles: Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Bruno Araújo (Cidades), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia e Comunicações) e Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores). Os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também estão na lista.

O golpista Michel Temer não está nesta lista, mas tem mandato ameaçado em outros processos. Dessa forma, os golpistas estão com a faca no pescoço. O Congresso está encostado contra a parede, acuado para que tome determinadas medidas e vote determinados projetos. A grande disputa no momento é em torno da Reforma da Previdência, que segundo o líder da maioria na Câmara, Lelo Coimbra (PMDB-ES), não tem votos suficientes para ser aprovada. Apesar do golpe, nem os parlamentares de direita que dominam o Congresso estão dispostos a serem os autores do fim da aposentadoria para grande parte dos brasileiros, que vão morrer antes de conseguir se aposentar com as novas regras propostas pelo governo golpista.

Para ajudar Lelo Coimbra em sua tarefa de reunir votos suficientes para aprovar a ruína da Previdência, o Congresso votará sob ameaça de processo e prisão. Diante dessa ameaça pairando sobre o Congresso pode ser que Coimbra descubra um talento persuasivo até então desconhecido para ele.

Acompanhe a cobertura deste dia de paralisações nacional

Hoje, uma onda de mobilizações contra as medidas do governo golpista tomará o Brasil. Atos, paralisações de categorias e assembleias, como a dos professores de todos os estados, tomam a frente da luta neste dia.

O Diário Causa Operária Online fará um acompanhamento da mobilização de hoje com notícias exclusivas. Acompanhe pelo diário operário e socialista os atos deste 15 de março:

19h49: O ato na avenida Paulista começa a se dispersar. Acampanhe o balanço completo das manifestações nas próximas edições do DCO e na Análise Política da Semana, com o companheiro Rui Costa Pimenta, sábado, a partir das 11h30.

19h20: Nesse momento, o ex-presidente Lula discursa no carro de som no ato da Paulista. Assista ao vivo no link abaixo:

https://www.facebook.com/redetvt/?hc_ref=PAGES_TIMELINE

 

18h43: Paulista lotada, dezenas de milhares contra o golpe e a reforma da Previdência.

18h35: Rio de Janeiro: Polícia Militar usa balas de borracha e bombas de gás contra alguns manifestantes. A manifestação é enorme e ocupa três quateirões da avenida Presidente Vargas.

18h11: Veja mais imagens do ato da avenida Paulista desse enorme dia nacional de mobilização. Abaixo o golpe! Anulação do impeachment! Não à Reforma da Previdência! Não à destruição da CLT!

18h00: Ato desse dia 15 já deve ser o maior desde os grandes atos contra o impeachment de Dilma Rousseff no ano passado. A própria imprensa golpista informa que pelo menos seis quarteirões da avenida Paulista estão cupados pelos manifestantes.

17h40: Repressão em Santos. Polícia Militar reprime violentamente com balas de borracha e bombas de gás estivadores que realizam paralisação e protesto contra o golpe e a reforma da Previdência. Pelo menos três trabalhadores foram detidos.

17h09: Manifestações aconteceram em pelo menos 24 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Porto Alegre, Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins! Abaixo o golpe! Não à Reforma da Previdência!

16h58: Dezenas de milhares de pessoas já fecham as duas vias da Avenida Paulista. O Ato já é gigantesco e daqui a pouco milhares de professores se juntam à manifestação. Abaixo o golpe, anulação do impeachment já, não à reforma da Previdência

16h30: Na praça da República, assembleia dos professores estaduais também aprova greve a partir do dia 28. Os professores vão para a avenida Paulista se juntar com milhares de pessoas que já fecham as duas pistas da avenida em frente ao MASP

16h: Assembleia dos professores municipais de São Paulo decidiu: greve pelo menos até a próxima terça-feira, buscar unidade com outros sindicatos e participação do ato em Brasília dia 28. Agora vão se juntar aos professores estaduais pra subir para a avenida Paulista.

13h: Veja imagens do ato em Goiânia, que aconteceu de manhã:

 

12h: Veja algumas fotos da ocupação doMinistério da Fazenda, em Brasília

 

11h: Professores de Bauru e Campo Grande aderem à mobilização. Em todos os 26 estados, os professores marcaram assembleias para decidir por greves contra as reformas golpistas e os governos estaduais de direita.

11h: Motoristas de ônibus de Sorocaba também paralisam contra a Reforma da Previdência

10h: Estudantes da USP e outras universidades, como a Federal de Sergipe, aderiram também às paralisações e fazem atos nas faculdades. Os professores da Universidade de São Paulo também lançaram, segundo informações da Rede Brasil Atual, uma campanha contra o reitor tucano Marco Zago.

9h: Bancários de São Paulo também aderem à Mobilização Nacional e param agências

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7h: Em Porto Alegre, vias são bloqueadas e escolas paralisadas.

4h: Ministério da Fazenda, em Brasília, é ocupado pelo MST contra o programa golpista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4h: Motoristas de ônibus e metroviários paulistanos realizam paralisação contra a Reforma da Previdência do governo golpista e os ataques dos governos tucanos de Geraldo Alckmin e João Dória. O metrô segue paralisado em sua maioria e os ônibus voltaram parcialmente a funcionar.