Ocupar Curitiba para impedir a prisão de Lula

Está marcado pela operação golpista da Lava Jato o depoimento do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, para o dia 03 de maio, na cidade de Curitiba.

O depoimento do ex-presidente está marcado por uma caçada implacável, da direita nacional, ao maior líder popular do Brasil.

Depois de frustradas tentativas de colocar Lula na cadeia, inclusive com o sequestro do ex-presidente, tirando-o de sua casa à força e tentando levá-lo para Curitiba em vôo que sairia de Congonhas, o Juiz golpista Sérgio Moro intimou Lula a ir para Curitiba prestar depoimentos.

Diante do cenário de barbárie que o regime político brasileiro se transformou, após o golpe de Estado, expresso na arbitrariedade dos juízes e do judiciário brasileiro de conjunto, a probabilidade de que Lula esteja sendo atraído para seu encarceramento é muito grande.

Se Lula, que foi presidente do País por duas vezes, elegendo sua sucessora pelos mesmos dois mandatos, uma personalidade conhecida no mundo inteiro, for preso, de forma arbitrária, inclusive sem ter nenhuma prova contra sua pessoa, nenhum indivíduo no Brasil estará livre das arbitrariedades dos golpistas que se apoderaram do poder no País.

Está na hora da esquerda nacional, o movimento operário, estudantil, popular entender que a prisão de Lula pela direita nacional é um ataque ao conjunto dos movimentos sociais do Brasil.

Não podemos permitir de forma alguma que Lula seja preso. É necessário organizar uma manifestação gigantesca em Curitiba, contra os golpistas e a tentativa de prisão de Lula.

Essa manifestação deve ser precedida de uma ampla campanha de propaganda junto à população dessa cidade com colagem de cartazes e panfletagem junto à população curitibana, nos locais de grande aglomeração de pessoas, nas fábricas e bairros operários.

É necessário que os movimentos sociais do Brasil inteiro, principalmente da região Sul e Sudeste do país e desloquem para Curitiba, um dia antes e aguarde Lula no aeroporto, para já dar o recado para o golpista Sérgio Moro de que não vamos deixar a Polícia Federal prender Lula. Nesse sentido, a mobilização deve estar imbuída de inclusive soltar Lula na marra caso o juizeco decida prendê-lo.

Uma manifestação de peso contra o mecanismo facistóide que existe na República do Paraná.

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Direita aumenta a pressão contra Lula

Desde que houve o golpe de Estado, esse jornal tem alertado para o fato de que a prisão do ex-presidente Lula é um dos objetivos principais do Golpe, pois abre caminho para um ataque geral contra toda a esquerda.

Vendo que o Imperialismo vai aniquilar com o Brasil, milhões de pessoas estão fazendo campanha para que Lula volte a ser presidente em 2018. Isso é outra história, porque em grande medida, a candidatura de Lula em 2018 será muito mais defensiva do que puramente eleitoral. O problema está no fato de que o regime político golpista não suporta mais uma pessoa como Lula, que está apoiado em amplas bases operárias país afora. Lula é o maior líder político do país desde Getúlio Vargas, ele representa milhões e milhões de trabalhadores que irão obrigá-lo a revogar todas as medidas golpistas. Coisa que a direita canalha não quer de modo algum.

Por isso mesmo a Lava Jato tem como objetivo central a prisão do ex-presidente. Para isso, a burguesia usa de todos os meios possíveis para derrubar Lula, seja pela busca desesperada por uma “delação” que o incrimine, seja por criação de realidades falsas, pelo uso diário da imprensa burguesa etc. O fato central é que as coisas ficarão muito agitadas nos próximos dias, porque o ex-presidente está para lançar sua candidatura e mais adiante, em maio, irá depor para o juiz golpista Sérgio Moro, em Curitiba.

A pressão contra o ex-presidente é enorme por parte da direita, portanto, todos os militantes da esquerda devem defender o ex-presidente, fazer campanha desde já contra a sua prisão, participar dos comitês de luta contra o golpe e pela anulação do impeachment para que a campanha contra o golpe tenha a participação de milhões de pessoas em todo o país. Defender Lula é defender a própria pele da direita golpista.

Realizar uma ampla campanha em defesa de Lula contra os ataques da direita

Corrente Sindical Nacional Causa Operária chama a intensificar solidariedade a Lula e familiares diante dos ataques da direita golpista, e mobilizar trabalhadores contra a prisão do ex-presidente, os ataques da direita golpista e pela derrota do golpe

Publicamos, na íntegra, Nota Oficial da corrente sindical de militantes e simpatizantes do Partido da Causa Operária (PCO).

Contra a campanha dos golpistas

Realizar uma ampla campanha em defesa de Lula contra os ataques da direita

A direita golpista colocou suas “unhas de fora”, nos últimos dias, mostrando que não tem limites em seus propósitos de atacar os trabalhadores, perseguir suas lideranças e impor um regime ditatorial que visa satisfazer os interesses dos bancos e outros monopólios imperialistas às custas do desemprego, fim das aposentadorias, aumento da jornada de trabalho, da fome e misérias de dezenas de milhões de trabalhadores.

Eles não dão tréguas. Diante da morte da ex-primeira dama, Marisa Letícia, pessoa de origem humilde, que trabalhou como babá e operária em fábrica de doces, que foi primeira dama do País por 8 anos e casada com o ex-presidente Lula por 43 anos, mostraram que não tem nenhum respeito pelas mulheres, pelos trabalhadores e por suas conquistas.

Nas redes sociais, em pronunciamentos públicos, “bestas-feras” que apoiaram e participaram do golpe de Estado que derrubou o governo da presidenta da República Dilma Roussef, torceram pela sua morte e, depois, comemoram o falecimento de “Dona Marisa”. Não satisfeitos, passaram a tripudiar sobre o sofrimento de Lula e sua família chegando, inclusive, a anunciar que este seria intimado pelo ”juizeco” Sérgio Moro, no dia do enterro de sua esposa e atacando Lula, por este ter se pronunciado dizendo que lutará até  fim da vida para fazer justiça à sua mulher contra “os facínoras que fizeram esta maldade”.

Diante da multidão que compareceu ao velório no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), para se solidarizar com Lula e familiares e mostrar sua indignação contra a campanha de ataques, perseguição e calúnias contra Lula e Marisa Letícia (que provocaram sua morte) acusaram Lula de “fazer política”, porque gostariam que ele ficasse calado enquanto ele e sua família são atacados sem quaisquer provas pelos golpistas que acabaram de indicar Alexandre de Moraes, advogado do deputado cassado e preso Eduardo Cunha e do PCC, para o Supremo Tribunal Federal.

Querem calar Lula, maior liderança popular do País (independentemente das críticas que possamos ter à sua política) como parte da política de impor ao País uma ditadura, que cale a voz dos explorados e de suas organizações de luta.

Querem calar Lula e impor uma ditadura, para impor sem resistências o fim das aposentadorias,  fim da CLT, a multiplicação das demissões, a entrega do petróleo e de toda a riqueza nacional para os monopólios estrangeiros que patrocinaram o golpe de Estado e estão comandando a maior operação de pilhagem do País, desde os tempos do Brasil colônia.

Querem intimidar Lula e as organizações de luta dos trabalhadores para reduzir a resistência aos seus planos de colocar Lula na cadeia, quando está ficando cada dia mais evidente para milhões de brasileiros os reais objetivos do golpe; quando as condições de vida da maioria do povo está se deteriorando rapidamente e crescendo a revolta popular.

Diante desta situação, mais do que nunca, os trabalhadores, em geral, e principalmente suas organizações fundamentais como a CUT, sindicatos, partidos de esquerda, oposições populares etc. precisam se posicionar, denunciar a posição calhorda da direita e convocar a mobilização contra os ataques à Lula, contra a sua prisão, contra o golpe e pelas reivindicações dos trabalhadores e de todos os explorados.

É preciso realizar um amplo trabalho de agitação e propaganda entre os trabalhadores, defender sua organização independente da burguesia e chamar sua mobilização com seus próprios meios de luta, com atos de rua e na greve geral.

A Corrente Sindical Nacional Causa Operária reitera sua solidariedade a Lula e seus familiares diante desses ataques e convida a todas as organizações de luta dos trabalhadores a fazerem o mesmo.

Que as diretorias sindicais, conselhos, assembleias etc. operárias e populares se pronunciem, expressem a devida solidariedade e convoquem a necessária mobilização.

Unir a classe trabalhadora contra o golpe e em defesa de suas reivindicações.

Fascistas, golpistas, Não passarão!”

Coordenação Nacional da Corrente Sindical Nacional Causa Operária

São Paulo, 7 de fevereiro de 2017.

Falsa Ingenuidade: MBL se espanta que morte de Marisa Letícia tenha virado motivo de protesto

O Jornal Livre ligado ao Movimento Brasil Livre, que participou do golpe que derrubou Dilma, divulgou um texto com o título “PCO confessa que velório de Marisa foi transformado em ato político pró-PT”. No texto, ventilam a opinião baixa de toda a imprensa capitalista : que Lula estaria se fazendo de “coitado” e usando a morte da esposa para a política, ou seja, de que não teria o direito de denunciar e protestar contra o que os golpistas fizeram com a sua esposa!

O cinismo é acima do normal, mas precisa ser respondido mesmo assim. Não é preciso usar o falecimento de Dona Marisa como fato político, a morte dela é um fato político. Dona Marisa sofreu um AVC causado pelo intenso estado de tensão em que se encontrava por conta da perseguição implacável dos órgãos de imprensa, do judiciário, em suma, da perseguição golpista contra ela.

Nesse sentido, Dona Marisa não morreu naturalmente, foi assassinada pelos golpistas e seu sangue está também nas mãos do MBL, organização que participa da caça às bruxas a Lula e sua família.

Não apenas não devemos nos impressionar minimamente com a pífia tentativa de assédio moral dos golpistas contra a suas vítimas, mas devemos deixar absolutamente claro que e um dever do movimento operário para com a memória de Dona Marisa e de todas outras vítimas do golpe bem como de todas as vítimas dos capitalistas, da direita etc. Todos os movimentos sociais entendem isso, faz parte da sua cultura política e do seu objetivo, então por que o MBL finge que não entende?

O MBL não é um movimento social, é uma organização de mercenários pagos e organizados pela direita golpista e por estrangeiros para atacar e intimidar o povo, e, devem ser tratados como tal.

O trágico acontecimento é uma luz vermelha, os movimentos sociais precisam reagir contra a propaganda reacionária, combater a imprensa cínica e os golpistas. É preciso uma política de conjunto para frear a ofensiva reacionária e garantir a integridade do movimento de massas.

Escória social é a base do atual regime político

As manifestações coxinhas, os panelaços, as opiniões nas redes sociais já haviam demonstrado o caráter da classe média direitista responsável por dar a base para o golpe de Estado que derrubou Dilma Rousseff. O comportamento em relação à morte de Marisa Letícia, ex primeira dama, abriu novamente a tampa do esgoto dessa direita.

Antes da morte da esposa de Lula, quando esta ainda se encontrava no hospital em agonia, começaram apareceram as primeiras demonstrações rebaixadas. Um grupinho de coxinhas teve a capacidade de ir em frente ao hospital hostilizar Lula, no que foi devidamente escorraçado por militantes que ali estavam. Na internet, alguns “homens de bem” começaram a desejar a morte de dona Marisa. O ápice da moralidade coxinha foi a manifestação de alguns médicos que chegaram a “dar a dica” de como matar a ex primeira dama na mesa de cirurgia.

Dona Marisa morreu vítima da pressão e tensão causada pela direita golpista. Atacaram sua família, ameaçaram ela, seu marido, filhos e amigos de prisão sem nenhuma prova, colocaram em prática uma campanha de calúnias em todos os jornais, sequestraram seu marido e invadiram ilegalmente sua casa. Em suma, a direita golpista, respaldada pelo Judiciário e a Polícia Federal, cometeram crimes contra Dona Marisa e sua família. Tudo isso teve que ser suportado por uma mulher que sequer era uma pessoa ligada diretamente à política, a não ser o fato de ser esposa de Lula, uma militante comum, visivelmente simples, apesar de ter sido por duas vezes primeira dama.

O comportamento dos coxinhas revelou que a morte de Dona Marisa foi provocada pela direita golpista. Com a confirmação de sua morte, os coxinhas comemoraram. Alguns disfarçadamente, outros não. No WhatsApp e no Facebook circulou um certo texto de um tal de Edilberto Carvalho “Agora que pague o que deve do outro lado, pois se a justiça dos homens e falha, a justiça de Deus e implacável. Uma a menos para roubar o sofrido povo brasileiro.” Essa ideia resume bem a mentalidade dos grandes defensores da moral e dos bons costumes, da moralidade cristã e da família: sem moral, sem bons costumes, sem família e sem Jesus, que ficaria envergonhado dos seus seguidores atuais.

Por fim, chegou a vez dos coxinhas atacarem o velório. Todos fizeram política ao tripudiar a morte de Dona Marisa, mas Lula e os militantes não podem fazer política no velório de uma mulher que estava sendo perseguida politicamente. Os jornais golpistas e a direita “oficial”, que ficaram na defensiva e procuraram agir cinicamente em tom de lamento, aproveitaram para voltar à carga e atacar Lula no velório.

Dona Marisa, ex primeira dama, esposa do principal líder político do País, atacada sistematicamente pela direita golpista, não tem sequer o direito de ter um velório político. A mesma coisa serve para Lula, que se não tivesse se pronunciado estaria sendo conivente com toda a baixaria da direita contra sua mulher e sua família.

Todas essas ações da direita revelam mais uma vez algo importante: a base social do regime político golpista é formada por uma escória. Nesse sentido, há toda coincidência entre essa direita coxinha que sustenta os golpistas e os fascistas. São parte de uma escória, de uma poeira humana como bem disse Leon Trótski.

Velório de Marisa Letícia se transforma em grande ato contra o golpe

O velório da ex primeira dama Marisa Letícia, que ocorreu nesse sábado, dia 4, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo se transformou em um grande ato político contra o golpe de Estado.

Milhares de pessoas compareceram ao velório para prestar solidariedade e principalmente, demonstrar apoio à luta contra a perseguição política sofrida pela família de Lula. Marisa Letícia foi uma vítima da direita golpista e de todas as pressões resultantes da enorme campanha de calúnias e acusações.

Dona Marisa Letícia, nitidamente uma mulher simples, se transformou em alvo dos golpistas. Sem nenhum motivo, se transformou em ré na operação Lava Jato. Teve sua casa invadida e seus pertences pessoas confiscados quando seu marido foi sequestrado pelo juiz fascista Sergio Moro. Viu ela mesma, seu marido, seus filhos, familiares e amigos serem vítimas de uma campanha permanente de acusações, calúnias, uma perseguição implacável envolvendo a Justiça golpista e o monopólio da imprensa capitalista. Manifestantes em Brasília fizeram muito bem ao picharem as principais instituições golpistas (STF, TCU, Polícia Federal, PGR, embaixada dos EUA) com a palavra “assassinos”.

O companheiro Antônio Carlos, da direção do PCO, esteve presente ao ato de solidariedade.

O espírito de luta dos militantes que estavam ali fica claro com a expulsão da rede Globo do local. Os manifestantes escorraçaram a emissora aos gritos de “Fora, Globo golpista!”.

O velório de Marisa Letícia se transformou em ato de luta contra a direita golpista. A principal palavra de ordem entre os milhares presentes era “Força, Lula”.

No final do velório, Lula fez um discurso em que acusa os golpistas pelo fato de a mulher ter “morrido triste” devido às maldade que fizeram com ela. O ex presidente afirmou que vai continuar lutando para defender a honra e a imagem da esposa e que não tem medo de ser preso.

O PCO presta sua solidariedade à família de Lula e chama os trabalhadores, ativistas e militantes a reagirem contra os golpistas. Marisa Letícia é uma vítima dos golpistas e o golpe fará outras vítimas se não for derrotado.

 

“Assassinos”, sedes do STF, TCU, PF, Embaixada norte americana, PGR e ministério da Justiça amanhecem pichadas; veja o vídeo

Em reação à morte de Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, vitima da política de campanha permanente de perseguição por parte dos golpistas, ativistas e militantes picham sedes do Supremo Tribunal Federal (STF), do Tribunal de Contas da União (TCU), da Polícia Federal (PF), da Embaixada norte-americana, da Procuradoria Geral da República (PGR) e do Ministério da Justiça com a palavra “assassinos”.

Seu falecimento não é uma simples tragédia. A pressão e o estresse que a direita golpista promoveu contra toda a família de Lula com uma campanha permanente de calúnias e perseguições, com a imprensa golpista martelando mentiras 24 horas por dia na cabeça de todos os cidadãos do País.

Marisa Letícia: os golpistas são os responsáveis

A morte da ex-primeira dama, Marisa Letícia, é mais um episódio que traz à tona a política fascistoide da direita golpista. Ninguém consegue negar que seu falecimento foi produto direto da pressão e tensão a qual ela e sua família foram submetidos pelo aparato golpista.

A perseguição detalhada, as calúnias, as intrigas, a difamação, a invasão de privacidade, os ataques pessoais. Toda essa artimanha criminosa abriu caminho para a doença que levou ao falecimento da espeso de Lula. Tudo deve ser debitado na conta dos golpistas.

Marisa Letícia era visivelmente uma mulher simples, sem participação política direta a não ser o próprio fato de ter sido esposa de Lula, o que logicamente a envolvia na militância petista. Mesmo sem ser do meio político, ou seja, sem ter qualquer participação direta em nada, a ex-primeira dama foi transformada em alvo dos golpistas.

Marisa Letícia foi envolvida em todas as manobras ilegais e persecutórias de Sérgio Moro e os golpistas da Lava Jato. Para um político profissional, tais ataques já seriam difíceis de lhe dar, o que dizer então de uma mulher cuja principal atividade não é fazer política?

Não há dúvidas, até para a pessoas mais desavisada, que o envolvimento de Marisa na sanha dos golpistas teve como objetivo apenas usa-la como instrumento para atacar politicamente o marido. Se tornou ré em uma ação ilegal conduzida pela Lava Jato, junto com seu marido, filhos e amigos, cujo objetivo é criar as condições para o golpe, caluniando e prendendo Lula.

Este foi, desde o início, o método da Lava Jato e do golpe. É o método de qualquer ditadura policial. Prender e incriminar os parentes para usa-los como instrumento contra os perseguidos políticos.

Esse método serviu também, não podemos esquecer, como pauta da campanha da imprensa golpista, que hoje, cinicamente, anuncia a morte de Marisa com “pesar”. Os ataques promovidos por essa imprensa atingiram toda a família de Lula, da esposa aos netos.

No entanto, o método dos golpistas não feito apenas de calúnias e acusação. Marisa precisou conviver sob a ameaça constante de ver o marido preso. Quando Lula foi sequestrado por Sergio Moro, agentes da Polícia Federal invadiram ilegalmente o apartamento do casal em São Bernardo do Campo. Os pertences pessoais de Marisa foram confiscados pela polícia, sem nenhum motivo e de maneira ilegal, apenas para criar o ambiente de tortura psicológica contra a família.

Esse é o típico ambiente de pressão e tensão que causam doenças como a que levou Marisa a falecer. Sem dúvida, os métodos políticos policiais da direita levaram Marisa Letícia a esse estágio. Moro e os golpistas são os responsáveis por essa morte. Os manifestantes que picharam as principais instituições golpistas – Procuradoria Geral da União, Tribunal de Contas da União, Polícia Federal, Embaixada dos Estados Unidos – com a palavra “assassinos” fizeram muito bem em denunciar.

PSTU ataca Lula e é enxotado de congresso de professores

Veja não escondeu sua alegria e, como de costume, falsificou em sua manchete “Sindicalistas viram as costas a Lula durante encontro em Brasília”. O grupo Uol/Folha, destacou que “Lula foi hostilizado”. Não faltou espaço no EstadãoIsto É e outros órgãos da imprensa golpista não economizaram palavras para destacar e aumentar, e muito, a atitude golpista e ultra minoritária adotada por meia dúzia de militantes do PSTU-Conlutas que viraram as costas para o ex-presidente Lula, quando este era saudado por quase 3.000 trabalhadores, delegados e convidados presentes ao 33° Congresso Nacional da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação), aberto ontem em Brasília.

A direita chegou a se contradizer em sua ânsia por elogiar a ousadia dos seus aliados infiltrado entre os trabalhadores: a maioria dos jornais golpistas multiplicou por 10 o número de “coxinhas com ketchup” que falavam pra si mesmo que “Lula não os representa”, enquanto a esmagadora maioria do Congresso se solidarizada com a maior liderança popular do País que a direita quer colocar atrás das grades para avançar no regime ditatorial que buscam impor contra os trabalhadores e todo o povo brasileiro: para a maioria dos jornais direitistas eles “era 50”, para o jornal das organizações golpistas dos Marinho “era um grupo de 15 integrantes… que deixou o auditório em protesto contra o ex-presidente”  (site do Jornal extra.globo.com. 12/01/16).

Com várias citações dos poucos ativistas e dirigentes desse grupo – em estado de falência – presentes ao Congresso, a imprensa golpista procurou ocultar o fato de que no maior congresso sindical do País, nos primeiros dias do ano de 2017, milhares de sindicalistas e trabalhadores se manifestavam contra o golpe e expressavam (ainda que com diferenças sobre o caminho a seguir) uma disposição de não se curvar ao golpe e abrir caminho, na luta, pela sua derrota. Bem ao contrário dos trotskistas de araque do PSTU que viram na derrubada de Dilma uma vitória, que defendem a prisão de Lula e que vem, há tempos, defendendo a “unidade” com elementos destacados da direita golpista, como o deputado Paulinho da Força Sindical (SDS-SP) e até como o imperialismo norte-americano, como no caso da “organização internacional” do PSTU, a LIT, que chegou a pedir armas a Obama para ajudar a defender a “revolução” apoiada pelos Estados Unidos na Síria.

A direita começou e vai continuar escondendo que 99% do Congresso não quer a prisão de Lula e está disposta a lutar contra ela, que  o encontro discute a greve nacional da Educação e a greve geral dos trabalhadores contra a ofensiva do governo Temer e contra o regime golpista, não vai – por certo – divulgar – que no Congresso há centenas de apoiadores da anulação do impeachment e da volta da presidenta eleita pela maioria do povo.

Por isso, não divulgou que os coxinhas do PSTU tiveram que sair do encontro porque sua atitude golpista e reacionário gerou enorme revolta e fez com que centenas de ativistas se dirigissem para ele aos gritos de “golpistas”, mostrando a porta da rua, que um congresso de trabalhadores não é lugar para quem defende o golpe, apoia a prisão das lideranças populares e da esquerda e, por isso, recebe os aplausos da Veja, Folha, Globo, Estadão etc. Também não destacaram que Lula ironizou a micro-manifestação, que só foi percebida pela revolta que gerou na maioria dos militantes. “Eles não sabem de nada”, afirmou.